Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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“O século XXI é do Poder Judiciário”, afirmou o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski. Essa frase, proferida pelo então presidente da mais alta corte de justiça do Brasil, sintetiza bem a importância que o Judiciário tem alcançado nas democracias contemporâneas. Suas ações refletem na vida de todos. Qualquer um que ligue a televisão ou acesse a internet em busca de notícias chegará a essa constatação sem maiores dificuldades. Entre as inúmeras repercussões que essa proativa atuação do chamado Terceiro Poder tem ocasionado, a formulação de políticas públicas por ele próprio buscando solucionar os problemas atrelados ao seu funcionamento é um tema novo e que merece atenção. Partindo dessa premissa, com linguagem simples e acessível, este livro aborda a temática da avaliação das políticas públicas de acesso à justiça promovidas pelo Poder Judiciário. Para enfrentar o assunto, Daniel Costa colheu na formação do Estado Moderno os alicerces da formulação das políticas públicas e do protagonismo do Judiciário na sociedade contemporânea, vinculando esses temas à questão do deficitário acesso da população a uma ordem jurídica justa. Posteriormente, unindo teoria e prática em uma obra que transita entre as áreas do direito e da sociologia, o autor desce ao chão da realidade para, apoiando-se em um consistente método de análise, proceder com a avaliação da implementação do programa Justiça na Praça, realizado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. Esta obra caracteriza-se pelo tratamento consciencioso dos capítulos, aliado a uma atitude inovadora e crítica na abordagem dos assuntos tratados. Sua leitura é imprescindível a quem almeja conhecer a estreita ligação entre o Judiciário e as políticas públicas, bem como alguns dos caminhos necessários para o avanço da própria democracia.
Assessor no Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte. Doutorando em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Mestre em Ciências Sociais pela UFRN. Especialista em direito processual civil pela Universidade Potiguar (UnP). Membro do Grupo de Pesquisa Poder Local, Desenvolvimento e Políticas Públicas – GDPP/PPGCS/UFRN. Membro da Comissão de Direito Processual Civil da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio Grande do Norte (OAB/RN).
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