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Ensaios sobre Arte e PolíTica
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Em Ataque à indiferença: ensaios sobre arte e política, o crítico, pesquisador e curador Moacir dos Anjos investiga “práticas artísticas que são, também, práticas políticas”. O livro reúne ensaios sobre diversos artistas que, para além de seus contextos históricos, nacionalidades e associações formais, se assemelham por uma posição comum: a recusa às normas e aos acordos que sustentam as desigualdades e injustiças do mundo contemporâneo. Essas práticas propõem formas de existência por vir, guiadas por uma ética de empatia e cuidado com o outro — um gesto que rejeita o conforto da indiferença diante da vida e da morte, e a enfrenta com gosto e fúria. Ataque à indiferença: ensaios sobre arte e política aborda a obra dos artistas Aline Motta, Alfredo Jaar, Artur Barrio, Carlos Vergara, Clarissa Tossin, Doris Salcedo, Hélio Oiticica, Jean-Luc Godard, Jimmie Durham, José Antonio Vega Macotela, Lygia Pape, Miguel Rio Branco, Nan Goldin e Teresa Margolles. Trechos “Ver, afinal, não é somente ato de captura daquilo que é visto; é também abertura para a dúvida, para o que existe de interpelação das convicções do outro em cada imagem. Ver é perder certezas, é fraturar consensos estabelecidos sobre a vida que existe à volta. Como sugere o filósofo Georges Didi-Huberman, as coisas nos olham de volta quando as vemos, interrogando-nos. O desaparecimento de imagens torna o mundo menor; e, por isso, menos passível de transformações. Imagens roubadas da vista fazem falta à imaginação política, tornando-a mais acanhada e menos vibrante.” Sobre o autor Moacir dos Anjos é coordenador-geral do Museu do Homem do Nordeste, na Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Foi diretor do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães — MAMAM (2001-2006) e coordenou o projeto de pesquisa e exposições Política da Arte, na Fundação Joaquim Nabuco (2009-2023). Foi curador da 29ª Bienal de São Paulo (2010). Entre suas curadorias mais recentes, incluem-se Negros na Piscina (Pinacoteca do Ceará, Fortaleza, 2022, com Fabiana Moraes), Hélio Oiticica. Delirium Ambulatorium (Centro Cultural Banco do Brasil, Brasília e Belo Horizonte, 2023-2024), Mutirão. MCP | Movimento de Cultura Popular 1960-1964 (Fundação Joaquim Nabuco, 2024) e Arte Subdesenvolvida (Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília, 2024-2025). É autor dos livros Local/global: Arte em trânsito (Zahar, 2005), ArteBra crítica (Automática/Martins Fontes, 2010) e Contraditório: Arte, globalização e pertencimento (Cobogó, 2017).
Moacir dos Anjos é coordenador-geral do Museu do Homem do Nordeste, na Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Foi diretor do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães — MAMAM (2001-2006) e coordenou o projeto de pesquisa e exposições Política da Arte, na Fundação Joaquim Nabuco (2009-2023). Foi curador da 29ª Bienal de São Paulo (2010). Entre suas curadorias mais recentes, incluem-se Negros na Piscina (Pinacoteca do Ceará, Fortaleza, 2022, com Fabiana Moraes), Hélio Oiticica. Delirium Ambulatorium (Centro Cultural Banco do Brasil, Brasília e Belo Horizonte, 2023-2024), Mutirão. MCP | Movimento de Cultura Popular 1960-1964 (Fundação Joaquim Nabuco, 2024) e Arte Subdesenvolvida (Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília, 2024-2025). É autor dos livros Local/global: Arte em trânsito (Zahar, 2005), ArteBra crítica (Automática/Martins Fontes, 2010) e Contraditório: Arte, globalização e pertencimento (Cobogó, 2017).
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