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História e Geografia

As Margens da Liberdade

1ª Edição - 2011288 páginasFino Traçopt
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Sinopse

Considerado um tema clássico nos estudos sobre a escravidão, a prática de alforrias se destaca por sua abrangência nas sociedades escravistas do Novo Mundo. São inúmeros os esforços para se estabelecer os impactos - demográficos, sociais, políticos - representados pelas alforrias nos diferentes contextos sociais no qual a escravidão moderna teve alguma expressão. Tais esforços ultrapassaram em muito as tentativas de se precisar os quantitativos de cativos que se tornaram libertos. Isso porque alcançar a alforria poderia ter significados tão diferentes quanto às particularidades registradas no ato de alforriar, o que tornava cada manumissão, praticamente, um caso singular. Originalmente tese de doutorado defendida na USP no ano de 2000, As margens da liberdade, de Andréa Lisly Gonçalves, pretende ser uma contribuição para o entendimento dessa prática. Em seu trabalho, a autora combinou o emprego de métodos quantitativos e a análise de cunho mais qualitativo ao estudo da história social, com vistas à reconstituição da política de alforrias, inicialmente no contexto da capitania, e em seguida no da província de Minas Gerais, neste último caso, mais especificamente, na Comarca de Ouro Preto. Buscou, ainda, contribuir para o debate sobre a inserção do liberto na sociedade escravista, para a análise dos discursos contidos nos papéis de liberdade, para a reconstituição de fragmentos de história de vida e para a apreensão dos momentos de conflitos, negociação e resistência, intrínsecos à política de manumissões. Pela constatação da amplitude do fenômeno da prática de alforrias nas sociedades escravistas modernas, a autora não se furtou à realização de um estudo comparado sobre o processo de manumissões em formações escravistas do Novo Mundo, como o Peru, Cuba, a Guiana Inglesa e os Estados Unidos da América, apontando as peculiaridades e as recorrências do processo na capitania e na província de Minas Gerais. Principalmente ao longo do século XIX, o Brasil irá reiterar sua estrutura escravista e com ela a prática de manumissões. No caso particular de Minas Gerais, a maior província escravista do Império, as manumissões irão realçar as contradições do exercício do poder privado sobre o trabalhador, o que se manifesta nas diferentes "leituras" feitas por senhores e escravos da política de recompensas, inerente ao escravismo, da qual fazia parte a possibilidade de manumissões. A leitura de As margens da liberdade contribui para a compreensão dessas e de outras importantes questões sobre o nosso passado escravista.

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Detalhes do livro

Título
As Margens da Liberdade
Autor
Andrea Lisly Gonçalves
Editora
Fino Traço
Ano
2011
Páginas
288 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9788580540246
Edição
1ª Edição - 2011
Formato
Brochura

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