Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
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Elena Garro é uma das grandes da literatura mexicana, fundamental para compreender uma das literaturas mais importantes do mundo. "As Lembranças do Porvir" (1963), escrito quatro anos antes de "Cem Anos de Solidão", é considerado o início do Realismo Mágico, o gênero que marcou toda a América latina durante os anos 60 e 70. Garro rechaçava o gênero, dizia que era apenas um rótulo para aumentar as vendas. Entre seus temas mais comuns estão a marginalização das mulheres, o racismo e a liberdade política. "As Lembranças do Porvir" fala sobre um pequeno povoado mexicano que é dominado de forma cruel e sanguinária pelo general Francisco Rosas e seus homens. Uma história de resistência e violência, porém acima de tudo de amor e de como em meio ao horror e a crueldade o amor seja o sentimento mais forte, mesmo que nem sempre isto seja uma coisa boa. Elena Garro e toda sua fundamental obra estavam inéditos no Brasil.
Elena Garro (1916-1998) foi uma intelectual ímpar, que atuou em teatro, imprensa e universo editorial. Deixou os estudo na Universidade Nacional Autónoma de México (UNAM) e iniciou sua carreira como jornalista na década de 1940. Pelos anos seguintes, foi sendo reconhecida por seu trabalho no jornalismo investigativo e engajado com suas causa sociais. Entre 1952 e 1953, escreveu As lembranças do porvir, rejeitado sob alegações de não gerar interesse no público. Uma década depois, consegue lançar o romance e é consagrada como escritora e jornalista, dedicando-se aos dois ofícios até o fim de sua vida. Publicou dezenas de novelas, contos, peças de teatro, artigos, reportagens e entrevistas, foi uma personagem essencial de sua época e sua obra vem sendo recuperada nos últimos anos.
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