Por que reler um livro é sempre uma experiência diferente
Reler um livro que você amou parece perda de tempo quando há tanto ainda para ler. Mas a releitura revela camadas que a primeira passagem não alcança, e diz algo sobre quem você se tornou.
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Edição bilíngue de um dos mais influentes livros de poemas da modernidade. Obra poética completa de Baudelaire em nova tradução. Grafado pelo autor originalmente com letra maiúscula, o “Mal” de Baudelaire é um conceito, uma percepção que perpassa a sua obra e expõe o caráter humano. Livro inovador, que nas palavras de Marcel Raymond e Paul Valéry funda uma espécie de “movimento poético contemporâneo”, As flores do mal foi responsável por uma escandalosa transformação da literatura mundial ao misturar estilos elevados e populares, influenciando escritores como André Gide, Marcel Proust, James Joyce, Thomas Mann, entre outros. A primeira edição, publicada em 1857, quando Baudelaire tinha 36 anos, logo se torna objeto de um processo judicial que culmina na proibição de seis poemas. A segunda edição, de 1861, suprime os poemas censurados e inclui outros 35. O poeta — também tradutor de Edgar Allan Poe e crítico de arte — foi alvo de discórdia também nos círculos literários. Conhecido por encarar a vida com uma paixão enfastiada, Baudelaire transformou o universo a sua volta em uma poesia forte, visceral e por vezes perniciosa. Este volume bilíngue reúne toda a poesia de Baudelaire: As flores do mal tal como publicado em 1861 e os poemas acrescidos à edição póstuma de 1868, em uma edição especial que demonstra toda a potência de um autor ainda hoje “maldito”.
CHARLES BAUDELAIRE nasceu em 1821, em Paris. Aos 6 anos de idade, perde o pai, e sua mãe casa-se novamente no ano seguinte. Em 1842, entra em posse da herança paterna, da qual, em dois anos, gasta a metade. Fica então sob conselho judiciário, recebendo uma pequena quantia mensal. Além dos poemas, publica outros textos sobre artes plásticas, traduz obras de Edgar Allan Poe, sempre levando uma vida extremamente instável, mudando com frequência de endereço e contraindo muitas dívidas. A todos os problemas de Baudelaire, acrescenta-se com o passar do tempo uma saúde cada vez mais frágil. Em 1864, instala-se na Bélgica, onde em 1866 sofre um acidente cerebral, tornando-se afásico e hemiplégico. Falece em Paris, em 31 de agosto de 1867.
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