Por que reler um livro é sempre uma experiência diferente
Reler um livro que você amou parece perda de tempo quando há tanto ainda para ler. Mas a releitura revela camadas que a primeira passagem não alcança, e diz algo sobre quem você se tornou.
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Este livro, o terceiro desta coleção, conta com 72 árvores cujas diferentes partes são comestíveis, um pouco estranhas por vezes, saborosas quase sempre, exóticas talvez, mas sempre de grande interesse nutritivo. Muitas foram consumidas em tempos difíceis, de fome, elas lá estavam: bolotas, castanhas, alfarrobas ou as pequenas sementes das faias, muito presentes nas memórias das gerações passadas. Ricas em sais minerais, vitaminas e gorduras saudáveis, é importante trazer de novo para as nossas cozinhas estas possibilidades gastronómicas e esta versatilidade de usos que, por exemplo, uma tília ou um lódão nos podem proporcionar. É possível fazer picles com os pequenos frutinhos de ambas as árvores, uns mais doces, outros mais adstringentes. As folhas da amoreira cruas ou cozinhadas são deliciosas. Do coqueiro, do embondeiro ou da paineira aproveita-se quase tudo. As ornamentais eugénias produzem um fruto delicioso. O conteúdo aqui presente pretende ser útil a todos os leitores de língua portuguesa, de Portugal e de outros países, pois a escolha das espécies tem a intenção simbólica e real de juntar árvores tropicais com árvores europeias.
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