Guia definitivo de gêneros literários: encontre o seu
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801 DefiniçõEs sobre Arte e o Sistema da Arte
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Arte é aquilo que eu e você chamamos arte é resultado de décadas de pesquisas e estudos do crítico, escritor e curador Frederico Morais. Muito mais que uma coletânea de citações, o autor apresenta neste livro – organizado em capítulos temáticos e reunindo pensamentos da Antiguidade Clássica ao cenário contemporâneo – uma série de definições que buscam responder à pergunta: afinal, o que é arte? Em um ensaio de apresentação, Frederico Morais reflete sobre a função dos conceitos, e como essas variadas definições espelham a própria variedade dos princípios estéticos e das funções da obra de arte. Como se verá, não é fácil responder à questão que move este livro. As respostas são múltiplas, muitas vezes contraditórias e nunca completas, já que, como confessa o próprio autor, “depois de exercer durante os mais de cinquenta anos a crítica de arte, devo dizer que eu também não sei mais o que é arte”. Publicado originalmente em 1998, o livro, que ganha esta nova edição revisada, revela que, se por um lado novos textos poderiam ter sido acrescentados, acompanhando as mudanças na arte e no sistema da arte, as oitocentas e uma definições reunidas não envelheceram e voltam a circular celebrando o aniversário de uma obra que se tornou uma importante referência e toda a dedicação incansável de seu autor, sempre em busca da ampliação e aprofundamento dos conhecimentos sobre as artes.
FREDERICO MORAIS Mineiro radicado no Rio de Janeiro desde agosto de 1966, jornalista, crítico, historiador e curador independente, Frederico Morais é um autodidata que começou a carreira como crítico de cinema, militando no movimento cineclubista de Belo Horizonte no fim dos anos 1950, mesmo momento em que integrou a chamada Geração Complemento, ainda em Belo Horizonte. Foi professor de História da Arte Brasileira e Latino-Americana e de Semiologia na PUC-Rio, lecionou História do Desenho Industrial na Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI/Uerj), e Semiologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atuou como crítico de artes plásticas no Diário de Notícias (1966-1973) e no jornal O Globo (1975-1987). Entre 1965 e 2015, organizou uma série de eventos culturais, produziu audiovisuais premiados e foi curador de mais de 70 exposições, salões, bienais e eventos artísticos. Entre outras funções, foi coordenador de cursos de artes plásticas do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1967-1973) e diretor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1986-1987). É autor de 41 livros sobre arte brasileira e latino-americana, publicados no Brasil e no exterior, entre eles Arte e indústria (1962), Artes plásticas: a crise da hora atual (1975); Artes plásticas na América Latina: do transe ao transitório (1979); Chorei em Bruges (1983); Panorama das artes plásticas – séculos XIX e XX (1989); Crônicas de amor à arte (1995), e Cronologia das artes plásticas no Rio de Janeiro/1816-1994 (1994). É coautor de 35 livros e autor de 51 catálogos.
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