As melhores biografias e memórias que vão mudar sua visão de mundo
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Do Kitsch aos Castelos Tropicais
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Este livro inclui artigos escritos entre 2014 e 2024 que tratam de temas afeitos ao conceito de Transculturalidade Estética, com uma experimentação pragmática da Arte e da Arquitetura sob uma ótica filosófica e antropológica. Em busca de uma polifonia de vozes ameríndias, afrobrasileiras e populares que possam se mesclar ao discurso acadêmico-universitário de estatuto ontológico ocidental, os artigos tratam da Alteridade que constitui o cerne filosófico da atual Discussão Crítica Decolonial no caso brasileiro, expressa em Performances Amazônicas e Museografias Periféricas. A tensão entre modernidade e pós-modernidade que se desvela na lógica cultural digital fala do Espaço Público e de Intervenções com Microprotótipos Bioclimáticos Indígenas e Muros Verdes em favelas. A Identidade Estético-Corporal Indígena e Afrobrasileira se revela tanto em animais míticos e grafismos quanto em movimentos de rua da Aldeia Maracanã e de Black Blocs, ninjas, vândalos e rolezinhos que invadiram os centros urbanos após 2013, sendo propagada pela mídia digital e simbolizando a afirmativa de Pierre Lévy de que “o virtual é real”. Aborda-se desde o projeto eclético neogótico do século XIII do Castelo de Itaipava, por Lucio Costa e Fernando Valentim, em 1920, até a Cidade Contínua Ocupada do golpismo de 8 de janeiro de 2023 que destruiu edifícios públicos da capital federal em um ato de violência simbólica nunca visto no país. Enfoca, ainda, a construção didática de Ocas Indígenas Guarani e Xinguanas no Campus da Praia Vermelha da Universidade Federal Fluminense (UFF), passando pela Arquitetura do Vazio de protótipos bioclimáticos em favelas fluminenses como o Morro do Palácio em Niterói-RJ, criados em seminários e canteiros experimentais da Escola de Arquitetura e Urbanismo (EAU/UFF) no MACquinho, único edifício público administrativo projetado por Oscar Niemeyer em uma favela brasileira. Baseia-se esta obra, finalmente, em uma Filosofia Transcultural que procura criticar a sociedade espetacular do capitalismo tardio, de efeito econômico consumista e antiético politicamente, em busca de uma Estética do Coletivo que possa advogar o Bem Comum e desmontar a lógica escolástica eurocêntrica que nega o valor das tradições indígenas e afrobrasileiras no ensino de 1º, 2º e 3º graus.
Sou arquiteta e antropóloga, trabalhando com o conceito da UNESCO de Transculturalidade Estética como postura crítica decolonial.
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