Livros sobre meio ambiente e clima que todos deveriam ler
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Do premiado autor de Eles eram muitos cavalos. Dezoito histórias de vidas anônimas atravessadas por perdas, violência, memória, desejo e amor. Um retrato poderoso, por vezes comovente, por vezes cruel, de um Brasil que nem sempre chega às páginas da ficção. “Lançando luz a um mosaico de vidas mínimas, do interior de Minas Gerais a Zurique ou Macau, com genuíno interesse e sensibilidade, Luiz Ruffato combina simplicidade e elegância, particular e universal, e mostra mais uma vez ser um exímio contador de histórias.” - Julia Codo “Eu já havia me esquecido do que são capazes os contos bem escritos. Obrigado, Luiz Ruffato, por me lembrar.” - José Falero Em Armadilhas, Luiz Ruffato retorna ao território que tem sido a força secreta de sua literatura: o espaço das vidas comuns, dos desvios mínimos que reconfiguram destinos. Nos dezoito contos reunidos neste volume, um homem revive o instante exato em que tem a certeza de que nunca mais verá a mulher que ama; um pai encara sua própria precariedade diante das perguntas feitas pelo filho pequeno; um jovem operário decide abandonar tudo de repente; uma família desmancha-se diante da solidão do envelhecimento; uma viagem inocente precipita um destino; e figuras inesquecíveis — Geraldinho, o Vermelho; Irene e o sargento Cici; tio Joel; Sausalito, o cão — atravessam estes relatos para nos lembrar que toda vida é feita de quedas e reinvenções. A cada narrativa, Ruffato cria um mosaico de vozes, registros e ritmos. Sua escrita, ao mesmo tempo econômica e profundamente emotiva, ergue-se do concreto: ruas, bares, fábricas, ônibus, becos, pequenos comércios, casas de família, velórios, sonhos interrompidos. Nada aqui é extraordinário — e, no entanto, tudo é. O cotidiano brasileiro revela-se em sua grandeza trágica e cômica, feito de pequenas epifanias, armadilhas, brutalidades silenciosas e amores que resistem onde menos se espera.
LUIZ RUFFATO nasceu em Cataguases, Minas Gerais, em 1961. Publicou diversos livros, entre eles “Inferno provisório”, “De mim já nem se lembra”, “Flores artificiais”, “Estive em Lisboa e lembrei de você”, “Eles eram muitos cavalos”, “A cidade dorme”, “O verão tardio” e “O antigo futuro”, todos pela Companhia das Letras. Suas obras ganharam os prêmios APCA, Jabuti, Machado de Assis e Casa de las Américas, e foram publicadas em quinze países. Em 2016, foi agraciado com o prêmio Hermann Hesse, na Alemanha.
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