Como manter a concentração durante a leitura na era das distrações
O smartphone acabou com nossa capacidade de atenção, ou será que não? Técnicas comprovadas para ler com profundidade mesmo quando o cérebro insiste em pedir estímulo a cada minuto.
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Diferentemente do que normalmente ocorre ao nascer com a quase totalidade dos bebês, Ariela não chorou, e quando pela primeira vez respirou o ar da vida até pareceu que tinha chegado sorrindo. Um sorriso neonatal, espontâneo, reflexo. Quem sabe sorrindo aos anjos pelo simples fato de ter saído da barriga da mãe e passado a ter o mundo inteiro à sua volta. Desde seus primeiros minutos de vida era como se alguma coisa dissesse que Ariela chegava detendo um poder maior do que o de todos que a recebiam. A concentração dos olhares sobre aquele corpinho despido e acalmado de encontro ao seio da mãe, dava-lhe uma dimensão maior e o fortalecia. Ela era o centro das atenções. Era a presença maior e a seu redor todos tendiam a se tornar em apenas pequenos outros que não deixavam de fitá-la encantados.
É paulista de Santa Cruz do Rio Pardo. Formou-se pela Universidade de São Paulo (USP) e exerce a advocacia há mais de 30 anos. Humanista e amante da literatura, desde cedo escreveu crônicas e poesias. Publicou tese jurídica em 1986 (“A Polícia Militar na Constituição”), os romances “Inhaúma”, em 2015; “Tuta”, em 2017; “Adamastor”, em 2019 e “A morte que eu vivi”, em 2020. Publicou ainda “Poesia dos tempos idos”, em 2022; “Reflexões poéticas”, em 2024; “Crônicas e Poesias”, em 2025 e “Poesia de Olhos Fechados”, em 2025.
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