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Modernismo Brasileiro e a Arte Contemporânea Global
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Ao longo da história do modernismo europeu, filósofos e artistas foram fascinados pela loucura. Algo diferente aconteceu no Brasil, porém, com a “arte dos loucos” que floresceu dentro dos movimentos modernistas ali. Entre as décadas de 1920 e 1960, a direção e criação de arte por doentes mentais foi ativamente incentivada por figuras proeminentes tanto da medicina quanto da crítica de arte, o que levou a uma apreciação muito mais ampla entre os curadores das principais instituições de arte moderna no Brasil, onde peças fazem parte de importantes exposições e coleções. Kaira M. Cabañas mostra que no centro dessa defesa estavam proponentes importantes como os psiquiatras Osório César e Nise da Silveira, que defendiam tratamentos que incluíam estúdios de pintura e desenho; e o crítico de arte Mário Pedrosa, autor de teses gestaltistas sobre a resposta estética. Cabañas examina a influência duradoura desta era única do modernismo brasileiro e como a vida após a morte desta “arte de fora” continua a levantar questões importantes. Como respeitamos as experiências dos loucos enquanto seu trabalho é visto pelas lentes da arte global? Por que essa arte está reaparecendo agora que as definições de arte contemporânea global estão sendo contestadas? Aprender com a loucura oferece uma série revigorante de estudos de caso que traçam os paralelos entre o trabalho de pacientes psiquiátricos na Europa Ocidental e sua recepção por artistas influentes de lá, para uma situação análoga, mas totalmente distinta, no Brasil.
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Kaira M. Cabañas (1974-) é diretora associada para Programas Acadêmicos e Publicações no Center for Advanced Study in the Visual Arts (The Center), na National Gallery of Art, em Washington, DC. Ela é autora de vários volumes, incluindo Immanent Vitalities: Meaning and Materiality in Modern and Contemporary Art (2021), que recebeu o Prêmio Frank Jewett Mather da College Art Association. Também atuou como organizadora de No silêncio que as palavras guardam, de Lula Wanderley.
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