Como criar um ambiente de leitura em casa que convide (em vez de afastar)
Ambiente importa tanto quanto disciplina para criar o hábito de leitura. Pequenas mudanças no espaço físico aumentam drasticamente o tempo que você passa com livros nas mãos.
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Há cerca de 20 anos o diretor tailandês Apichatpong Weerasethakul vem contribuindo para a arte do cinema ao realizar curtas, instalações audiovisuais e filmes de longa-metragem. Uma carreira marcada por sua originalidade, premiada e exibida tanto nos principais festivais de cinema quanto no circuito de arte contemporânea. Apichatpong Weerasethakul recebe agora, pela primeira vez, um livro sobre sua obra lançado em português. Parte da Coleção Oi Futuro de Arte e Tecnologia, idealizado e produzido pela produtora cultural mineira Zeta Filmes que fez parceria com a Editora Iluminuras, o livro pretende ser uma obra de referência sobre Apichatpong Weerasethakul. No Brasil, Weerasethakul se tornou conhecido nos últimos 10 anos, mais precisamente quando seu filme Mal dos trópicos recebeu o Prêmio do Júri no Festival de Cannes, em 2004, e foi exibido no país nesse mesmo ano. Depois, o que se seguiu foram a presença de seus filmes nos principais festivais, retrospectivas e mostras dedicadas a sua obra, o que possibilitou ao público brasileiro uma revisão de seus primeiros filmes e o acompanhamento de sua trajetória. Em 2012, Apichatpong faz a première de seu filme Hotel Mekong em uma exibição especial no Festival de Cannes. A partir do filme foi realizada uma exposição, que aconteceu no Oi Futuro de Belo Horizonte (2013) e do Rio de Janeiro (2013-2014). Essas exposições foram idealizadas e produzidas pela Zeta Filmes. O livro começa com o texto da curadora Francesca Azzi sobre os conceitos que nortearam a proposta da exposição realizada e sobre características que marcam a obra do cineasta. Do crítico e programador sênior da TIFF Cinematheque em Toronto, James Quandt, editor do livro sobre o artista para a coleção FilmmuseumSynemaPublikationen, do Austrian Film Museum, tivemos a permissão para publicar seu texto “Resistant to Bliss: Describing Apichatpong” (Resistente à felicidade: descrevendo Apichatpong), que trata dos filmes, curtas e instalações realizados por Apichatpong até 2009, além de duas entrevistas que Quandt fez com Apichatpong em 2005 (“Exquisite Corpus”) e em 2008 (“Empurrar e puxar”). Já o critico americano Aaron Cutler, em parceria com a artista visual brasileira Mariana Shellard, escreve sobre os médias e longas-metragens de Apichatpong até Hotel Mekong (2012). O jornalista carioca Rodrigo Fonseca faz um texto sobre a presença do rio, das águas, no cinema do artista. O livro apresenta também três artigos escritos por Apichatpong. No delicioso “Sombras e monstros”, Apichatpong escreve sobre suas memórias de infância, os pais, os fantasmas, o sexo e os medos. Em “A memória de Nabua” está o relato sobre seu (re)encontro com o nordeste da Tailândia – região em que já havia vivido mas da qual estava distanciado –, impulsionado pelo livro A Man Who Can Recall His Past Lives (Um homem que pode recordar suas vidas passadas), que deu origem ao projeto Primitive, que incluiu instalações, vídeos, o curta Carta para tio Boonmee e o longa premiado Tio Boonmee, que pode recordar suas vidas passadas . Já “Fantasmas na escuridão” é sobre o cinema, os primeiros filmes tailandeses que viu, os cinemas antigos, a memória cinematográfica que o formou. O livro traz ainda a filmografia do artista, com sinopses e descrições de cerca de 34 filmes e curtas, além de uma seleção de instalações que Apichatpong realizou nos últimos 20 anos.
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Possui graduação em COMUNICAÇÃO SOCIAL pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais(1990), mestrado em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais(2005) e doutorado em Programa de Pós-Gradução em Letras: Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais(2011). Atuando principalmente nos seguintes temas:Gênero, Corpo, Transgressão.
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