Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
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Uma leitura prazerosa, repleta de sabedoria, que ajudará o leitor a se sentir vivo, um convite para redescobrir as dores e, principalmente, as delícias do que significa a nossa existência. Enfim, um livro que é uma verdadeira lição de vida! Na primeira parte (“Colcha de Retalhos”), da mesma forma que em O Sal da Vida, Françoise Héritier elenca, como uma espécie de poema em prosa em homenagem à vida, uma coletânea de sensações, trocas e experiências individuais – ainda que comuns a todos nós – que, diariamente, dividimos com os nossos semelhantes e com o mundo. Na segunda parte (“Modelagem”), fazendo uso de associação de ideias, a autora procura nos oferecer, de uma maneira não biográfica, uma representação de como todo esse material moldou e elaborou a sua própria trajetória. Repleta de passagens engraçadas e espirituosas, conheceremos mais intimamente a sua relação com o grande Claude Lévi-Strauss, o trabalho de campo como etnóloga na África, as questões que envolveram tornar-se uma mulher independente, ser uma erudita num meio acadêmico extremamente machista, envelhecer com dignidade e elegância...
Françoise Héritier, uma das mais relevantes intelectuais da França, foi professora honorária do Collège de France, onde sucedeu a Claude Lévi-Strauss e dirigiu o Laboratório de Antropologia Social. Foi membro do Conselho Consultivo Nacional de Ética e presidente do Conselho Nacional de Combate à AIDS. É autora, entre tantas obras, do best-seller mundial O Sal da Vida (lançado em 14 idiomas, com mais de 300 mil exemplares vendidos na França e 50 mil no Brasil). Ao Sabor do Tempo foi finalista do prestigiado Prêmio Femina. Françoise faleceu em novembro de 2017, no dia em que completaria 84 anos.
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