Os melhores livros paradidáticos para o ensino médio
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Pensamento mágico em estado pulsante. Mitos de origem de existências livres, exuberantes e generosas. Poesia do modo de viver, organizada pela sensibilidade do poeta surrealista Benjamin Péret (1899 - 1959), com trajetória marcada pelo anticolonialismo. "Antologia de mitos, lendas e contos populares da América", obra póstuma à qual o autor dedicou dezessete anos de sua vida. “É inseparável da íntima convicção que Péret e os surrealistas tinham da superioridade das culturas ditas ‘primitivas’ ou ‘arcaicas’ em relação à civilização Ocidental, corrupta, mercantil e miserável. [...] O sonho do revolucionário surrealista é a sociedade futura, livre de opressão, na qual a poesia voltará a ser tão natural ao ser humano quanto o olhar.”, afirma Michael Löwy, na apresentação do livro. Para Karla Segura Pantoja e Gérard Roche, que assinam o prefácio da edição, os mitos, lendas e contos selecionados por Péret, nos mostram, de maneira evidente, o gênio inventivo dos povos que os criaram, e que a religião e o racionalismo das sociedades modernas não conseguiram extinguir. “Muito pelo contrário, o anseio da humanidade pelo irracional, pela poesia e pelo maravilhoso permanecem presentes. Neste mundo desiludido, hostil à poesia, que é o nosso hoje, a leitura desta antologia nos ensina que nada está perdido e nos dá um motivo de esperança”, escrevem. Esta edição é selada com uma detalhada cronologia da trajetória de Benjamin Péret e sua intensa atividade no núcleo do cometa surrealista, assinada por Alex Januário.
Benjamin Péret (1889-1959) nasceu em 4 de julho em Rezé, próximo a Nantes, França. Foi um dos mais importantes poetas franceses do século XX, sendo um dos fundadores do movimento surrealista. Teve destacada atuação política e dedicou grande parte de sua vida a temas cruciais da sociedade, com atuação marcadamente anticolonial, denunciando a barbárie “civilizatória” e o obscurantismo. Com a cantora lírica Elsie Houston, que conheceu em Paris, reside no Brasil de 1929 a 1931, aproximando-se do movimento antropofágico e da esquerda trotskista. Expulso do país por Getúlio Vargas, luta ao lado dos anarquistas na Guerra Civil Espanhola e retorna a Paris, onde chega a ser preso durante a ocupação nazista. Em 1941, parte para o exílio no México com a artista Remedios Varo. Em sua segunda vinda ao Brasil, de 1955 a 1956, realiza expedições em diversas comunidades ameríndias. Retornando a Paris, mantém as atividades do grupo surrealista até sua morte.
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