Os melhores livros de fantasia para entrar de cabeça em outro mundo
Da fantasia épica ao realismo mágico, o gênero tem algo para cada tipo de leitor. Uma seleção dos livros que mais transportam, encantam e viciam, do iniciante ao veterano.
Coleção Arte da CrôNica
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Pedro Gonzaga é dos poucos autores de hoje que não se deixam pautar por esses dias que mais parecem um desfile do sanatório geral. E é assim, autodefinido um "anacronista", o que fala dos rumores que o tempo não logra de todo apagar, que ele honra a mais fina tradição da crônica, a que faz do lirismo o material das suas bem traçadas. "Antes não era tarde" são memórias, as de vinte, trinta anos, junto com as de ontem mesmo e as de agora de manhã. Estrepolias de criança, família, o exemplo sempre presente do pai. A praia, a escola, os amigos, os amores ingênuos que não excluem um projeto de safadeza com a Jane Fonda reprisada à exaustão nas madrugadas da TV aberta. Viagens com a banda pelas estradas da vida. Sendo Pedro Gonzaga também poeta, suas crônicas rimam com uma de suas crenças: a de que o riso e a poesia estão entre as poucas vitórias da nossa triste espécie. Uma reflexão que leva a tanta outras – não menos agridoces.
Pedro Gonzaga nasceu em Porto Alegre, em 1975. Professor, músico e escritor, tem seis obras publicadas, entre prosa (Cidade fechada e Dois andares: acima!), poesia (A última temporada, Falso começo e Em outros tantos quartos da terra) e crônica (O livro das coisas verdadeiras). Doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, também exerce a atividade de tradutor, tendo vertido mais de 20 livros para o português. Atualmente é cronista do jornal Zero Hora.
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