Os melhores livros de terror para quem quer perder o sono
O terror literário vai muito além de sustos baratos. Os melhores livros do gênero exploram medos profundos, ansiedade existencial e o que há de pior na natureza humana.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Iniciada com Mundos mortos, Os caminhos da vida, O lodo das ruas, O anjo de pedra, Os renegados, Os loucos, O Senhor do Mundo e O retrato da morte, a Tragédia burguesa é uma obra cíclica realizada em quinze volumes, nos quais, seguindo a tradição do romance ensaístico, Octavio de Faria apresenta um amplo painel da vida brasileira, em geral, e carioca, em particular. Tendo como pano de fundo o Rio de Janeiro, a Tragédia burguesa mostra um mundo congestionado pelas forças do vício e do pecado, lutando desesperadamente pela Salvação; visão essa que levou Nelson Rodrigues a declarar sua admiração pelo “poder de criação de Octavio de Faria, poder que é o maior do romance nacional”. Uma obra que vem a ser “a mais sofrida, ousada, ampla e profunda experiência no gênero a que o Brasil assistiu desde a morte de Machado de Assis”, segundo Afonso Arinos de Melo Franco, ou, nas palavras de Rachel de Queiroz, uma “obra sem par na nossa história literária, espero seja muito mais duradoura do que qualquer outro monumento em pedra ou bronze. Estamos realmente em contato com um romance, e com um grande romance”, pois Octavio de Faria dá a seus personagens “uma vida, uma atualidade, uma percussão, um duplo palco que intensifica extraordinariamente o significado intrínseco dos episódios”, como escreveu Tristão de Athayde. Com O retrato da morte, a Editora Sétimo Selo dá continuidade à reedição da Tragédia burguesa, obra clássica da literatura brasileira e de “um grande romancista, que com suas admiráveis forças criadoras, conseguirá entusiasmar todo leitor bem intencionado”, como escreveu Mário de Andrade.
Octavio de Faria nasceu em 15 de outubro de 1908 na cidade do Rio de Janeiro. De 1922 a 1926, fez os estudos primários e secundários no Colégio Santo Antônio Maria Zaccaria, ordem dos padres Barnabitas; de 1927 a 1931, frequentou a Faculdade Nacional de Direito. Apesar do diploma em direito, não seguiu carreira, dedicando-se exclusivamente às letras, como ensaísta, cronista, crítico de literatura, tradutor e romancista. Além dos quinze romances que compõe a Tragédia burguesa e algumas traduções, publicou Maquiavel e o Brasil (1931), Destino do socialismo (1933), Dois poetas (1935), Cristo e César (1937), Três tragédias à sombra da Cruz (1939), Fronteiras da santidade (1940), Significação do Far-West (1952), Coelho Neto (1958), Pequena introdução à história do cinema (1964), Três novelas da masmorra (1968) e Léon Bloy (1969). Em 1972, tornou-se membro da Academia Brasileira de Letras. Morreu em 1980, aos 72 anos, em sua cidade natal.
Outros livros de Octavio de Faria
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
O terror literário vai muito além de sustos baratos. Os melhores livros do gênero exploram medos profundos, ansiedade existencial e o que há de pior na natureza humana.
Quadrinhos não são "coisa de criança". Mangás e graphic novels estão entre as formas narrativas mais inovadoras do século. Um guia para quem quer entrar nesse universo.
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
Para escolas, universidades, autores e editoras