Como manter a concentração durante a leitura na era das distrações
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Edição Especial
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Personagem inesquecível de O tempo e o vento , clássico da literatura brasileira, em edição especial. Segunda metade do século XVIII, Rio Grande do Sul. Única filha mulher de Maneco e Henriqueta Terra, Ana leva uma vida árdua, sem tempo para nenhum outro assunto que não seja a colheita, os afazeres domésticos e a preocupação com a invasão das terras. Um dia, ela conhece Pedro Missioneiro — mestiço de indígena nascido numa missão jesuítica —, deitado próximo a um riacho, ferido a bala. A partir desse encontro, o destino de Ana será radicalmente transformado. No posfácio escrito especialmente para esta edição, a romancista Morgana Kretzmann aponta Ana Terra como uma referência — não apenas literária — para as mulheres que precisam, de alguma forma, romper com as convenções. Para ela, trata-se de “uma história sobre esperança, sobre a coragem de viver num mundo comandado por homens e suas recorrências bélicas, que custam as vidas de milhares de inocentes para preservar territórios e riquezas”. Clássico da literatura brasileira, Ana Terra foi lançado originalmente como parte de O continente , de 1949, primeiro volume da saga O tempo e o vento , obra-prima de Erico Verissimo, e em 1970 saiu como volume avulso. Décadas mais tarde, o livro não perdeu em nada seu vigor e seu fascínio e segue apaixonando sucessivas gerações de leitores.
ERICO VERISSIMO nasceu em 17 de dezembro de 1905 em Cruz Alta, no interior do Rio Grande do Sul. Autor de uma obra extensa e marcante — como a trilogia O tempo e o vento, Olhai os lírios do campo, Incidente em Antares e Caminhos cruzados —, foi também tradutor de livros como Contraponto, de Aldous Huxley. Morreu em 1975, antes de concluir o segundo volume de suas memórias, Solo de clarineta, publicado postumamente.
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