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História e Geografia

Amazônia

Conhecer para Desenvolver e Conservar Cinco Temas para um Debate

1ª Edição - 2013324 páginasHucitec – Dialogos da Diasporapt
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Sinopse

Neste livro discutem-se cinco questões, cada uma num capítulo, com o propósito de incitar debates sobre os grandes desafios ambientais, sociais e econômicos que envolvem o desenvolvimento da Amazônia: 1. Amazônia, conceito polissêmico?; 2. Amazônia vazio demográfico?; 3. Amazônia, terra incógnita?; 4. Migração internacional, nova descoberta da Amazônia?; 5. Há futuro para o desenvolvimento sustentável na Amazônia? Esses questionamentos, argumenta o autor, “alicerçam-se na premissa de que o conhecimento da região é condição essencial para alcançar o desenvolvimento socialmente includente, ecologicamente sustentável e economicamente sustentado” (p. 286). Na discussão dessas questões vários temas são tratados, destacando-se: a conservação da biodiversidade, o desmatamento, os povos tradicionais, a socioeconomia, a demografia, a energia, a mineração, a água, a cooperação internacional e a migração. Analisar a formação histórica da Amazônia, uma região extremamente heterogênea de mais de 7,5 milhões de quilômetros quadrados e mais de 35 milhões de pessoas, compartilhada por nove países (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela e França/Guiana Francesa) não é nada fácil. Contudo, o autor consegue superar entre outras limitações a falta de dados padronizados, a diversidade de definições, os diferentes interesses políticos e econômicos com que é vista a região pelos diversos países e os períodos divergentes que acompanham a história de cada país. O primeiro capítulo, “Amazônia, conceito polissêmico?”, aborda a invenção e reinvenção da Amazônia conforme as circunstâncias e os interesses que ela desperta. Analisam-se as controvérsias relacionadas com as diferentes formas de definir fisicamente a Amazônia, discute-se a Amazônia como uma área de intervenção, e debate-se a visão da Amazônia como uma marca para fidelizar consumidores. Conclui-se que a Amazônia converteu-se, por isso, num conceito polissêmico com múltiplos significados que servem propósitos diversos. O segundo capítulo trata da questão: “Amazônia, vazio demográfico?”. Para o autor, “o mito do vazio amazônico é a visão do conquistador, que vê a região como uma terra de ninguém e sem ninguém, pronta para ser ocupada e apropriada” (p. 54). Essa visão permite a negação do homem amazônico e de sua cultura; o homem torna-se invisível, e, portanto, nada ou pouco representa. O atraso que vive a Amazônia em relação às outras regiões dos países que têm territórios na região é reflexo dessa concepção, que considera a região como a grande reserva de recursos naturais para alavancar o progresso dos países, sem dar valor ou potenciação ao conhecimento, às práticas, e às capacidades ali presentes. Conclui-se que na Amazônia se processa uma intensa dinâmica demográfica onde se vivem piores condições de vida em relação aos respectivos países, fruto da exploração da região como simples fornecedora de matérias-primas, do pouco atendimento às necessidades de sua população, e da percepção da região como válvula de escape dos problemas nacionais. O terceiro capítulo é o mais extenso. Discute-se a questão: “Amazônia, terra incógnita?”. De forma metafórica, o autor utiliza esse termo para analisar a história da Amazônia a partir do contato europeu e suas principais transformações demográficas e espaciais ocorridas em cada país. Aragón buscou demonstrar que a região sempre foi vista como área de exploração e de ocupação, que era necessário integrar ao domínio das potências ou países que a disputaram, desconhecendo-se suas próprias potencialidades de desenvolvimento. E que ela é ainda vista como uma área distante, uma fronteira de recursos, um Eldorado, cujas riquezas fabulosas estariam à espera de sua exploração. E que sobre esse mito baseiam-se as políticas de desenvolvimento, resultando em constantes conflitos violentos. O quarto capítulo, “Migração internacional, nova descoberta da Amazônia?”, revela a importância que a migração internacional vem desempenhando na região nos últimos anos. A visibilidade que alcançou a Amazônia em nível global, a abertura de rotas de trânsito integrando fisicamente toda a América do Sul, a abertura das riquezas da região ao mercado mundial, o fomento ao turismo ecológico, e o próprio processo de globalização permitem ver a relevância da migração internacional no futuro da região. E já se conseguem perceber importantes processos relacionados com a migração internacional na região que demandam tratamento urgente, como, por exemplo, a fuga de capital humano que assola a Guiana e o Suriname; a migração de garimpeiros às Guianas; o tráfico internacional de seres humanos e redes de prostituição que circulam na Amazônia; o surgimento de novos fluxos, como o dos haitianos, e a mobilidade transfronteiriça com pouca fiscalização. E também os impactos econômicos e sociais das remessas do exterior; a herança deixada por imigrantes europeus, japoneses e de outras nacionalidades que hoje representa importante fator de desenv

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Sobre Luis

Colombiano, residente permanente no Brasil desde 1976. Professor titular da Universidade Federal do Pará. Possui graduação em Ciências Sociais da Faculdade de Educação da Universidade Nacional da Colômbia (1970), mestrado e doutorado em Geografia da Michigan State University (1974 e 1978, respectivamente), pós-doutorado em estudos populacionais da Brown University (1984-1985) e em estudos latino-americanos da Universidade de Estocolmo (1992-1994), e cursos especiais em planejamento regional e gestão da cooperação internacional. Exerceu as funções de Secretário Executivo da Associação de Universidades Amazônicas (UNAMAZ) e de Coordenador da Assessoria Especial de Relações Nacionais e Internacionais (ARNI) e do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) da Universidade Federal do Pará. Tem sido professor/pesquisador visitante da Universidade de Swansea (País de Gales) e da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sócias (FLACSO) do Equador, e participa ou participou como avaliador de projetos da Comissão Européia, CNPq, CAPES e outros organismos. Desde 1976 é professor e pesquisador do NAEA, em níveis de mestrado e doutorado; e atualmente é fellow do Programa LEAD (Leadership for Environment and Development) e Coordenador da Cátedra UNESCO de Cooperação Sul-Sul para o Desenvolvimento Sustentável. Tem organizado e participado de diversos eventos sobre a Amazônia no Brasil, nos países amazônicos e outros países da América Latina, Ásia, África e América do Norte. Conta com ampla experiência em programas da UNESCO e outros organismos de cooperação internacional e nacional. Tem experiência acadêmica principalmente nas áreas de Geografia humana, e cooperação internacional, atuando em temas como desenvolvimento sustentável, educação superior, população, meio ambiente e ciência e tecnologia da Amazônia continental, com extensa produção bibliográfica sobre esses temas. Entre suas obras se destacam os livros: The Amazon as a study object: Building regional capacity for sustainable development (1994), Ciência e educação superior na Amazônia: Desafios e oportunidades de cooperação internacional (2001), Problemática do uso local e global da água da Amazônia (org., 2003), Populações da Pan-Amazônia (org., 2005), População e meio ambiente na Pan-Amazônia (Org., 2007), Migração internacional na Pan-Amazonia (Org., 2009), Amazônia no cenário Sul-Americano (Org., 2009), Amazônia, conhecer para desenvolver e conservar (2013). Foi o primeiro titular da Cátedra Milton Santos do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (Portugal), recebendo bolsa de professor senior da CAPES (abril 2011-março 2012). A convite da diretora geraI da UNESCO integra atualmente o Conselho Consultivo Internacional do Programa MAB da UNESCO (2012-2019). Parecerista ad hoc do processo de avaliação e seleção de periódicos da coleção Scielo Brasil. Membro do Comitê Assessor de Ciências Sociais II do CNPq (1998-2000) e do de Ciências Ambientais (2017-presente). Bolsista de pesquisador visitante do CNPq na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) (2016-2017). Bolsista de Produtividade do CNPq desde 1986, sendo nível 1A desde 1997.

Detalhes do livro

Título
Amazônia
Autor
Luis e. Aragon
Editora
Hucitec – Dialogos da Diaspora
Ano
2013
Páginas
324 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9788564806733
Edição
1ª Edição - 2013
Formato
Brochura

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