Como escolher o melhor e-reader: Kindle, Kobo ou tablet?
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Patrick tem treze anos, mas não fez o bar mitzvah. Seu pai, Nicolas, desistiu da cardiologia para se tornar oftalmologista. Sua mãe, Mônica, é hostilizada pela sogra por não ter sobrenome judeu. Marquinhos, seu tio, guarda segredos. Seu bisavô, no caixão ao lado, tentou, mas não conseguiu falar uma palavra de apoio para a mulher com quem dividiu a vida. Nesta família, o silêncio é uma herança passada de pai para filho, enquanto histórias se repetem e se modificam em lembranças que nem sempre são fieis à realidade, mas ainda assim – ou por isso mesmo – são únicas. Flávio Izhaki, em seu segundo romance, alterna seis vozes para dar conta de quatro gerações marcadas por laços frágeis, silêncios palpáveis, abraços automáticos e rituais esvaziados pelo tempo. A morte de Natan é o último ato de mortes anteriores, resultado de existências desbotadas. Amanhã não tem ninguém fala sobre relações familiares, tradições que se perdem e o tempo que o relógio não marca, com uma dose equilibrada de lirismo e frieza, cumplicidade e estranhamento.
Flávio Izhaki nasceu no Rio de Janeiro em 1979. É autor do romance De cabeça baixa. Como contista participou de sete antologias, entre elas Prosas Cariocas (como autor e coorganizador), Paralelos – 17 nomes da nova literatura brasileira e Primos – histórias da herança árabe e judaica. Foi selecionado para a antologia de contos brasileiros da Lettrétage, lançada em alemão por ocasião da Feira de Frankfurt de 2013.
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