Por que reler um livro é sempre uma experiência diferente
Reler um livro que você amou parece perda de tempo quando há tanto ainda para ler. Mas a releitura revela camadas que a primeira passagem não alcança, e diz algo sobre quem você se tornou.
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Três visões de mundo, três sentidos de vida. A geração mais velha, conservadora, compromissada com a fé religiosa, súdita do Império. A do meio, liberal, cética e ingenuamente romântica. A mais nova, libertária, inconformista e revolucionária. Em comum, a obediência aos ditames de uma história, em que a inércia de um longo passado e o dinamismo das brutais transformações de um novo tempo põem em conflito ideais, valores, comportamentos individuais e coletivos,em cenários de ricos embates políticos e ideológicos, onde liberdade e opressão governam o sentido do fluir do tempo. Cem anos de redefinições histórico-estruturais, redesenho dos mapas, afirmações nacionais, direcionamento e propostas de modelos de organizações socioterritoriais que, em uma Europa conflagrada, apontam para um permanente futuro de estabilidades e rupturas. Nesse cenário, uma misteriosa e cúmplice presença tudo testemunha e registra: um contrabaixo.
Nelson de La Corte, natural de Amparo (SP) e casabranquense por opção, é ex-professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), onde, no Departamento de Geografia, deu aulas até sua aposentadoria. De volta aos bancos escolares, bacharelou- se em Direito pela mesma universidade, em 1991. Desde então, vem se dedicando à literatura ficcional e memorialística, tendo saído do anonimato com duas novelas, ambas publicadas pela Editora- laboratório Com-Arte, do curso de Editoração da Escola de Comunicações e Artes da USP — A vaca e o brejo (2011) e Com os burros n’água (2017). Até a presente edição, o romance histórico ora publicado pela Editora Labrador fazia companhia, em uma gaveta fechada, a outros guardados inéditos, como Passado a limpo, Dez casos e dez contos, Georgette e outros contos, Go, go, go… correndo a maratona de Nova York, 60 rapidinhas, A Parca de branco e Terezinha, esta uma paródia poética. Todos ainda claustrofóbicos e com dispneia, aguardando libertação editorial.
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