Literatura africana contemporânea: vozes que o mundo precisa ouvir
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No livro 'Alex Vallauri: Graffiti: fundamentos estéticos do pioneiro do grafite no Brasil', João Spinelli revê o percurso do artista e oferece um amplo panorama de sua obra, apresentando tanto os desenhos do início de carreira quanto as figuras com que ele transformou a paisagem de São Paulo e de outras cidades em que viveu, como Nova York, onde algumas de suas obras viraram cartão postal ao lado das de artistas como Jean-Michel Basquiat. O livro mostra como a obra de Vallauri se manteve sempre independente e provocadora e como, pela via do humor, ele incomodou os conservadores em geral e a ditadura militar brasileira em particular. Vallauri acrescentou aos valores estéticos do desenho, da gravura e da pintura imagens de múltiplas interpretações. As figuras que pintou em paredes e muros de São Paulo tornaram-se emblemáticas na década de 1980 e ainda hoje são lembradas como exemplos de arte de rua de alta qualidade. É o que ocorre tanto com ícones como a inconfundível Rainha do Frango Assado quanto com os trabalhos de cunho político, como os telefones vermelhos (em que o governo viu referência aos ''telefones de Moscou'') ou as araras que clamavam por eleições diretas. Brincando com a noção de kitsch e substituindo as técnicas gráficas tradicionais por grandes matrizes que possibilitavam diferentes composições, o artista deu início à prática do grafite no país, criando signos que foram incorporados à cidade e, em pouco tempo, reconhecidos e queridos por sua população.
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