Como recomendar livros para amigos sem arruinar a amizade
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Um grupo de crianças parte para o coração da mata em busca da poderosa Matinta Perera. Querem a sua ajuda contra os inimigos da floresta, os homens brancos, que chegam destruindo tudo. Nessa narrativa criada pela escritora Márcia Wayna Kambeba, da etnia Omágua/Kambeba, a indignação diante da destruição da natureza é o que move a luta das crianças para alterar o rumo das coisas. Será que elas conseguirão esse apoio mágico e poderoso?
Sou Márcia Wayna Kambeba, indígena do povo Omágua/Kambeba, e nasci na aldeia Belém do Solimões, pertencente ao povo Tikuna no Alto Solimões (AM). Com 9 anos de idade, fui morar na cidade de São Paulo de Olivença, que antes fora uma grande aldeia do meu povo Omágua/Kambeba. Estudei em escola não indígena até chegar à universidade, onde me graduei em Geografia e fiz Mestrado na mesma área. Atualmente, faço Doutorado em Letras na Universidade Federal do Pará (UFPA). Comecei a escrever poesia aos 14 anos, mas foi depois dos 30 anos de idade que lancei meu primeiro livro de poemas, de forma independente, chamado Ay Kakyri Tama (significa “Eu moro na cidade”, na minha língua). Nele escrevi poesias sobre os povos indígenas e, de modo especial, sobre meu povo. Depois de sete anos, reeditei-o e logo vieram outros, cinco ao todo. Também sou compositora, canto canções autorais, além disso, sou fotógrafa, roteirista, contadora de histórias, palestrante de assuntos indígenas e ambientais, e educadora.
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