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Literatura Brasileira

Alameda Santos

1ª Edição - 2010160 páginasIluminuraspt
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Sinopse

Alameda Santos é um livro que nasceu para ser ouvido. Na semana entre o Natal e o ano novo (época propícia para balanços, planos, retrospectivas e depressões), enquanto a filha passa férias com o pai, uma mulher de trinta e poucos anos, desquitada, senta-se diante do gravador e narra para si mesma os principais acontecimentos que viveu durante o ano, ritual que ela repete de 1984 a 1992. “Quer solidão maior do que passar a tarde falando num gravador pra ouvir a própria voz?”. Mas o que pode parecer excessivamente dramático ganha contornos tragicômicos não só porque enquanto grava, a personagem vai se encharcando de vinho, cerveja ou vodca, como pela habilidade de Ivana Arruda Leite em nos fazer rir das piores desgraças. Assim como nos seus contos, este romance é cheio de situações que, na pena de qualquer outro autor, arrancariam lágrimas mas descritas com seu humor autocorrosivo tornam-se hilárias e absurdas. Embora este não seja um livro bem humorado, o humor é um elemento constitutivo e indissociável da escrita de Ivana Arruda Leite, que é engraçada sem querer. Suas mulheres são patéticas, ridículas, carentes, solitárias, mas sem um pingo de autopiedade. Sabem rir de si próprias, perdoarem-se e seguir em frente. Desta vez não é diferente. Em Alameda Santos, além da paixão exagerada à la Cazuza (pra citar alguém com quem a protagonista se identifica), das brigas com o ex-marido, das rejeições amorosas, da tumultuada paixão que vive por um homem casado, da vontade ininterrupta de se atirar do oitavo andar e morrer esborrachada na Alameda Santos, Ivana também nos oferece uma deliciosa viagem ao final dos anos 80, quando a AIDS ainda não era o que veio a ser e o sexo era celebrado com frenesi: “naquela época ninguém voltava sozinho do Bexiga”. Temos aqui um retrato em cores ácidas do Brasil que lotava praças na esperança das Diretas Já e celebrava o sol da democracia raiando no horizonte. Época em que o karaokê e o vídeo cassete viraram manias nacionais e ninguém perdia um capítulo de Pantanal. A história termina em 92, quando a AIDS ceifava vidas aos borbotões e o Brasil se comovia com o assassinato de Daniela Perez. Tempos de hiperinflação e presidente deposto. A autora jura que estas fitas existem de fato e que os acontecimentos aqui narrados são todos verdadeiros. Mas como confiar se, em seguida, ela adverte: “não acreditem no que eu digo aqui”? IVANA ARRUDA LEITE nasceu em Araçatuba, e é mestra em Sociologia pela Universidade de São Paulo. Publicou os livros de contos: Falo de Mulher e Ao homem que não me quis, a novela Eu te darei o céu – e outras promessas dos anos 60 e o romance Hotel Novo Mundo. Participou de inúmeras antologias, dentre as quais: Geração 90 – os transgressores, 25 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira, Contos de escritoras brasileiras. Também escreve livros juvenis: Confidencial – anotações secretas de uma adolescente, Uma turma inesquecível, Amizade improvável e outros.

Sobre Ivana

Ivana Arruda Leite (Araçatuba, São Paulo, 1951). Escritora. Em sua obra predominam os contos, microcontos e a literatura infantil, com incursões pelo romance. A temática da vida urbana perpassa a obra de Ivana, por meio da perspectiva individual de suas protagonistas.

Detalhes do livro

Título
Alameda Santos
Autor
Ivana Arruda Leite
Editora
Iluminuras
Ano
2026
Páginas
160 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9788573213133
Edição
1ª Edição - 2010
Formato
Brochura

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