Livros sobre meio ambiente e clima que todos deveriam ler
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Nomeado Melhor Livro do Ano, em 2023, pela TIME, Vulture, The Guardian, BBC, The Week e Publisher’s Weekly. Agosto azul revela os modos pelos quais buscamos nos livrar de uma história antiga, nos encontrar em outras pessoas e nos reinventar. No auge da sua carreira, a virtuosa do piano Elsa M. Anderson abandona o palco em Viena, durante uma apresentação. Agora, ela está num mercado de pulgas em Atenas, à deriva, com a autoimagem em ruínas, observando uma mulher desconhecida, mas estranhamente familiar, comprar o último par de cavalos mecânicos que dançam quando suas caudas são puxadas para cima. As duas usam o mesmo casaco, um sobretudo verde com cinto bem apertado e, em pouco tempo, Elsa é compelida pela sensação de que está olhando para si mesma, ela era eu e eu era ela . Uma questão central emerge do encontro: quem é real e quem não é? Com uma narrativa de qualidade musical apropriada – avançando em surtos, repetindo refrões, explorando silêncios – Deborah Levy navega por temas já muito consistentes em sua obra: identidade, feminilidade, a dinâmica de poder contemporânea em processo de transformação. E coloca “o duplo” a serviço do seu desejo de fazer travessuras e brincar com símbolos e conexões. Em Agosto azul , nenhum ouriço-do-mar representa apenas a si mesmo. Têm seus duplos também os pianos, os biscoitos de amêndoa, os cavalos mecânicos. Tudo são pistas para um outro evento, e isso nos impele a acompanhar a história com atenção, e voltar a ela outras vezes para, no fim, talvez, sermos capazes de responder: qual de nós é o instrumento, o piano ou o pianista?
Deborah Levy nasceu em Joanesburgo, África do Sul, em 1959. É autora de sete romances e foi indicada duas vezes ao Goldsmiths Prize e três vezes ao Man Booker Prize. Já teve obras encenadas pela Royal Shakespeare Company e sua coletânea de contos, Black Vodka, foi indicada para o International Frank O’Connor Short Story Award. Membro da Royal Society of Literature, Levy é também autora de uma trilogia de memórias formalmente inovadora, sua “Autobiografia Viva”, da qual Coisas que não quero saber e O custo de vida, primeiro e segundo volumes, ganharam o Prix Femina Etranger 2020.
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