Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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A adoção, como instituto jurídico e social, vem experimentando nos últimos cem anos um intenso processo de transformação e de mudança de paradigmas no modo como concebida, estruturada e praticada. O conjunto de artigos que seguem são um retrato de alguns dos temas relevantes que têm atravessado a adoção como uma formação discursiva, evidenciando-a como objeto de lutas, políticas, que nos convidam a multiplicar os campos de problematização e de busca por novos horizontes possíveis de ação. Com efeito, da centralidade histórica do interesse de quem adota à análise do impacto dessas práticas nas pessoas adotadas, suas famílias e comunidades, cada vez mais se acentuam mecanismos de sujeição e de dominação que as práticas de adoção provocam socialmente, com especial atenção às crianças e adolescentes, mas que reverberam em tantos outros contextos sociais. Os estudos decoloniais já vinham apontando sérias críticas à adoção internacional como um movimento unidirecional de transferência de crianças de países do Sul Global em direção aos países mais desenvolvidos. Essas críticas, que culminaram na proibição crescente de adoção internacional em vários países, somaram-se à emergência da compreensão do quanto a adoção poderia impactar o direito de crianças e adolescentes à identidade. Por mais que a questão identitária seja, ela também, alvo de problematizações, é fundamental reconhecer as dimensões de poder neste processo de produção de modos de subjetivação e, também, de garantir o direito dos indivíduos de resistir aos modos de sujeição deles decorrentes.
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