Mangás e graphic novels: por onde começar e por que ler
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- Textos críticos do Guilherme Gontijo Flores - Impressão em pantones especiais - Surpresa de ter duas capas, o que pode gerar uma exposição diferenciada nas livrarias, de um lado e do outro. - Djavan é um dos artistas da MPB mais populares e mais tocados em aplicativos como Spotify
DJAVAN CAETANO VIANA (1949) nasceu na periferia de Maceió (Alagoas). Sua mãe, Virginia, foi quem lhe deu as primeiras lições de música, enquanto entoava canções fazendo arranjos vocais ao lavar roupa na beira do rio. Ela foi a primeira a perceber o talento do filho para a música. Contudo, antes da carreira musical, Djavan por pouco não se tornou jogador de futebol profissional. O menino era muito bom de bola, mas a música sempre falou mais alto a seus ouvidos. Aprendeu a tocar violão sozinho e, aos 18 anos, já animava bailes da cidade. Não demorou a começar a compor suas próprias canções. Aos 23, mudou-se para o Rio de Janeiro para tentar a sorte no mercado musical. Depois de um início difícil, passou a cantar trilhas sonoras de novelas, quando gravou músicas de compositores consagrados, como Dori Caymmi, Toquinho e Vinicius de Moraes. Nos anos 1970, lançou seu primeiro álbum, A voz, o violão, a música de Djavan (1976), um disco que o inseriu definitivamente na história da música brasileira. A década seguinte ficou marcada pelas primeiras parcerias na MPB, com nomes como Aldir Blanc, Cacaso e Chico Buarque. Já reconhecido pelo público e pela crítica, teve canções gravadas por Nana Caymmi, Maria Bethânia, Roberto Carlos, Gal Costa e Caetano Veloso. A essa altura, Djavan já era um cantor, compositor e músico de sucesso, realizando o sonho antigo de sua mãe. Saindo em turnês pelo Brasil e pelo exterior, viu “Flor-de-lis” estourar no mercado americano, na voz de Carmen McRae. Logo tornou-se um dos compositores brasileiros mais gravados no mundo. Com Novena (1994), alcançou total autonomia artística: o disco foi inteiramente composto, produzido e arranjado por ele. Seu CD duplo Ao vivo (1999) chegou a vender dois milhões de cópias. Em 2015, recebeu o Grammy Latino pelo conjunto de sua obra. Explorador do som das palavras, das imagens inusitadas, da variedade rítmica, das brincadeiras com andamentos, melodias fora dos padrões e riqueza harmônica, Djavan é um artista raro.
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