Mangás e graphic novels: por onde começar e por que ler
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é um Sentimento RevolucionáRio
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“A vergonha tem um destino duplo: um sombrio e frio que desfigura e conduz à resignação solitária; outro luminoso e incendiário que transfigura e anima a raiva coletiva.” O que significa sentir vergonha? Quais as suas diferentes expressões? O que fazer com esse sentimento e o que ele tem de revolucionário? Essas são algumas das perguntas-chave de A vergonha é um sentimento revolucionário, do filósofo francês Frédéric Gros, autor de Desobedecer (2018) e Caminhar: uma filosofia (2021). Com referências a obras literárias, casos públicos e relatos pessoais, o filósofo traça um panorama ao mesmo tempo histórico e conceitual desse sentimento que produz sofrimento e pode culminar na destruição da honra de uma família, no assassinato em série ou na fundação da república romana. Gros expõe a dinâmica mortal da vergonha nas sociedades de honra medievais e sua transformação no seio da família vitoriana; repassa o sentido de aprendizagem que os filósofos clássicos lhe atribuem; investiga sua relação com a intimidade e a culpa por um viés psicanalítico; e expõe suas complexas expressões contemporâneas na era digital. Com menções a Annie Ernaux, James Baldwin, Sócrates, Primo Levi e Jean Genet, o filósofo propõe uma nova atitude diante da vergonha, uma saída do recrudescimento que paralisa o sujeito e uma virada em direção à partilha coletiva com potencial revolucionário.
ilósofo francês, Gros é formado pela École Normale Supérieure de Paris e defendeu em 1995 o doutorado em filosofia na Université Paris-Est Créteil (Paris XII), onde lecionou por mais de duas décadas. Estuda a filosofia francesa contemporânea e é um dos maiores especialistas na obra de Michel Foucault da atualidade. Desde 2013, é professor de teoria política no Institut d’Études Politiques de Paris (SciencesPo) e pesquisador do centro de pesquisas políticas da mesma faculdade. Alguns dos temas de pesquisa que mais lhe interessam são os fundamentos do direito de punir, as questões relacionadas à guerra e à segurança e a ética do sujeito político. Publicou, entre outros, os livros Le Principe sécurité (2012) e Possédées(romance histó???rico, 2016) e organizou o quarto volume da série História da Sexualidade, de Foucault: Les Aveux de la chair [As confissões da carne], publicado pela Gallimard em 2018.
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