Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
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“Um escritor é amado por desconhecidos e odiado por seus familiares.” Eis um dos muitos aforismos que enriquecem as páginas deste romance com reflexões sagazes e contundentes sobre o ofício literário, o mundo editorial e a construção de uma biografia. Afinal, entre a arte e as intrigas pessoais, o que define a vida de um escritor? Mamoon Azam é um autor indiano radicado e cultuado na Inglaterra, “mais para Norman Mailer do que para E. M. Forster”. Aos setenta e poucos anos, sua reputação não está no melhor momento; as vendas de seus livros decaíram e sua nova mulher, Liana Luccioni, tem gostos um tanto extravagantes, que tornam a vida do casal insustentável. Harry Johnson, jovem e ambicioso escritor, é contratado para traçar uma biografia que dê conta de salvar a carreira e a conta bancária de Mamoon. Como admirador pessoal do autor, quer fazer um bom trabalho, e se preocupa com o que está por trás da criação de seu herói literário. Já Rob Deveraux, editor da biografia, espera um livro quente, com intrigas pessoais que gerem manchetes escandalizantes e levem Mamoon de volta ao olho do furacão. Harry e Rob vão para Taunton, em Somerset, onde o jovem biógrafo se deparará com um gênio cínico, vaidoso, cruel e manipulador, e terá de empenhar todo o seu poder de persuasão para entender a constelação de personagens da vida surreal de Mamoon. Os dois autores entrarão num embate pela última palavra, que será também o debate entre a impetuosidade da juventude e as fragilidades da velhice. Quando a trama do sétimo romance de Hanif Kureishi veio à tona, a imprensa se apressou a rotulá-lo como um roman à clef sobre V. S. Naipaul, Nobel de literatura cuja biografia revela uma vida promíscua, de adultério e prostíbulos. Mas A última palavra é muito mais do que isso. Além de ser o romance mais sagaz que Kureishi escreveu até hoje, trata-se de uma narrativa hilariante e deliciosa com reflexões profundas sobre o ofício do escritor literário, do editor e do biógrafo.
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