Os melhores livros paradidáticos para o ensino médio
Uma seleção dos paradidáticos mais usados em escolas brasileiras, por disciplina, faixa etária e nível de leitura. Para professores que querem fazer o aluno querer ler o livro indicado.
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No sábado, durante o jantar, Dona Júlia avisa que no dia seguinte a família receberia a visita do tio Madeira. Ela decide fazer seu famoso pudim para servir de sobremesa, mas falta o ingrediente principal. Brasilino vai comprar o leite condensado e, finalmente, o doce fica pronto. No café da manhã, Juninho já acorda querendo pudim. A família se empenha nas tarefas da casa, mas o tempo passa devagar demais para Juninho. Até que ele tem uma ideia e encontra uma saída original para experimentar o pudim. A narrativa é marcada pela passagem do tempo nos diversos tipos de relógio espalhados pelas cenas e retrata uma situação cotidiana com graça e leveza, além de trabalhar aspectos pedagógicos e psicológicos bem interessantes. Pedagogicamente, o original atende às necessidades escolares dos anos iniciais do Ensino Fundamental, quando as crianças aprendem a ler as horas através de tarefas, leituras e brincadeiras de fácil entendimento, iniciando com a fundamentação teórica, explicações sobre medidas de tempo e as relações entre elas, funções dos ponteiros, as horas de um dia, raciocínio lógico, início e término de uma atividade, duração de eventos e a leitura das horas em relógios digitais e analógicos, conforme descrito na BNCC. Psicologicamente, a obra trata das questões relacionadas ao imediatismo e ao aprendizado da paciência – competência que não mais se desenvolve sozinha e precisa ser ensinada, uma vez que vivemos em uma sociedade tecnológica em que tudo acontece muito rápido e todos temos sempre muita pressa em sermos atendidos. Trata-se, assim, de um exercício diário a ser trabalhado nas situações cotidianas. Especialistas explicam que crianças que aprendem a esperar se tornam pessoas mais educadas, menos ansiosas e egocêntricas, que entendem os processos necessários para a realização de uma tarefa. “Tudo leva tempo e é preciso saber lidar com isso.” Isso também ajuda na escola, pois essas crianças conseguem parar para ouvir e, então, formular argumentos. “Os pequenos mais pacientes conversam melhor, já que conseguem esperar o tempo de fala do outro para poder responder. Além disso, a criança aprende a considerar o outro e, assim, a respeitar as diferenças”, destaca Roberta Bento, especialista em aprendizagem baseada no funcionamento do cérebro pela Universidade da Califórnia e Duke University e em aprendizagem cooperativa pelas Universidades de Minnesota e de San Diego.
Raul Marques nasceu e morou em São Paulo até os 19 anos. Hoje mora em São José do Rio Preto, no interior do estado. Ele diz que sempre gostou de ler e de viver aventuras. Daí para a faculdade de Jornalismo foi um pulo. Seu maior desejo era poder contar histórias para todos. Escreveu mais de 500 reportagens, visitou o Haiti em 2009 e viu de perto uma guerra civil. Desde 2016, passou a se dedicar a escrever livros, e o nascimento de seus filhos – Isabela e João Pedro – o inspirou a criar histórias para crianças e jovens. Gostou tanto da experiência que não parou mais.
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