Filosofia para quem não é filósofo: os melhores livros para começar
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Uma Genealogia do Indivíduo Moral na França
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As democracias parlamentares têm de assegurar certo grau de igualdade e de liberdade entre seus membros para se legitimarem. Sem isso, não garantiriam aos cidadãos privacidade, liberdade de crença, diversidade de comportamentos ou iniciativa econômica, nem promoveriam justiça social, arruinando o sentimento de pertença a um mundo comum. Mas a articulação entre liberdade e igualdade é mais complicada do que parece. Sua reunião em um mesmo indivíduo, que seria a um só tempo livre e igual a seus semelhantes, esconde tensões significativas. Como, por exemplo, alguém poderia ser livre em um contexto de desigualdades aberrantes? Em contrapartida, o que resta da liberdade se os indivíduos não puderem singularizar-se e diferenciar-se uns dos outros? Este ensaio busca examinar a contribuição que a França deu a essas questões. Na transição do mundo clássico para o moderno, filósofos, moralistas, escritores e artistas franceses colocaram em circulação um retrato da condição humana atravessada pela paixão da igualdade. É a formação desse ideário, seus deslocamentos internos e seu legado que se quer discutir aqui.
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Formou-se em filosofia na Universidade de São Paulo (USP) em 1987. Obteve seu mestrado sob orientação de J. A. Giannotti na USP, em 1993 (“Crítica da aparência nas Observações sobre o sentimento do belo e do sublime, de Kant”). O doutorado foi concluído também na USP, sob orientação de Giannotti, em 1999 (“1762-1772: Estudo sobre a relação entre método, teoria e prática na gênese da crítica kantiana”). É pós-doutor pela USP (2007). Fez parte do programa de “Formação de Quadros” do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP), onde também foi assistente de pesquisa junto a J. A. Giannotti (1990-1993, no projeto: “Lógica, Ontologia e Filosofia Política”). No curso de seu doutoramento, esteve em Paris entre 1995-1997, na Ecole Normale de Fontenay-aux-Roses, sob a orientação de Catherine Colliot-Thélène. É professor do Departamento de Filosofia na Universidade Federal do Paraná desde 1993.
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