Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
OrquestraçõEs de Literatura, Teatro e Cinema em Marguerite Duras
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Uma das mais inovadoras e enigmáticas obras de Marguerite Duras é analisada em detalhe neste livro. Com India Song, a escritora e diretora francesa inventou um novo gênero textual (1973) e realizou um filme (1975) que ainda comove, hipnotiza e intriga. Em ambos, Duras fez convergir todas as suas obsessões: o amor e o desejo levados ao paroxismo da loucura; a múltipla e voraz sexualidade feminina; a morte e o crime e seus inabordáveis sentidos; a podridão do poder colonial e a decadência do Ocidente; a inegável morte de um mundo sem que um outro pareça despontar no horizonte. Tudo isso é orquestrado com uma espantosa precisão técnica, que faz pensar no teatro de Beckett, no cinema de Resnais e Marker – e, sobretudo, na música de Bach, Beethoven e Berio. Que India Song seja ao mesmo tempo tão visceral e tão cerebral é um dos enigmas que este livro se esforça por clarificar. Procurou-se, entretanto, evitar que a análise se torne uma dissecação, que mata e esquarteja o ser vivo que estuda; ao contrário, a busca constante foi de que a obra de Duras se mostre cada vez mais viva e apaixonante à medida que a intimidade com ela se aprofunde. Sobre o autor: Maurício Ayer é doutor em literatura francesa pela FFLCH/USP, instituição onde lecionou entre 2018 e 2021. Foi o curador da mostra de cinema Marguerite Duras: escrever imagens (Rio de Janeiro, 2009) e coorganizador do Colóquio Internacional Centenário de Marguerite Duras (São Paulo, 2014), entre outros eventos, e do livro Olhares sobre Marguerite Duras (Publisher Brasil, 2014). Também é autor de diversos artigos e ensaios sobre a autora.
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