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Literatura Brasileira

A MatéRia Mais Suja do Dia

1ª Edição - 202172 páginasNos Editorapt
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Sinopse

Por Ana Lima Cecílio “entre o chão e a relva/ entre a rocha e o anjo/ morre a morte/ morre o sepulcro de pedra/ a luz treme/ a rocha forja/ o musgo nasce” Como tudo na poesia de Mariana Paz, este pequeno poema é um enigma, esfinge mineira, e, ainda que não a decifre, deleite-se. A matéria inegável de seus substantivos indiscutíveis – chão, rocha, pedra, morte – pavimentam o solo da poesia, de algum modo metafísica – pois vai além, desdobra-se da matéria, emoldura-se num horizonte de montanhas de ferro e profundezas de aço. No cenário seco do cemitério evocado no poema, anjo é de pedra e até a morte morre repetidamente, mostrando que, no reino das palavras, esses pequenos milagres metafísicos, até a morte tem fim. Mas não se engane pelo cenário, pela dureza da pedra: ali, a rocha também é anjo, a luz treme – e quem há de negar que movimento é vida – e entre o engenho humano que forja a rocha, vejamos: “o musgo nasce”. Frescor e sombra, alento e alívio. A explosão poética silenciosa e contida de Mariana – e como fugir da palavra “lapidada”? – trará surpresas e caminhos para o leitor. Fique à vontade, vá e volte: os caminhos da poesia estarão sempre abertos.

Detalhes do livro

Título
A MatéRia Mais Suja do Dia
Autor
Mariana Paz
Editora
Nos Editora
Ano
2026
Páginas
72 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9786586135466
Edição
1ª Edição - 2021
Formato
Brochura

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