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Cinema e Teatro

A Loucura de Isabella

E Outras Comédias da Commedia Dell’Arte

1ª Edição - 2000416 páginasIluminuraspt
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Sinopse

O que é  Commedia dell’Arte?  É aquele fenômeno teatral nascido na Itália, que em seguida se espalhou pelo mundo todo, e que pode ser visto como a base do teatro moderno. Um teatro primordial fundamentado no gesto, na máscara e na improvisação. Não é tarefa simples desvelar os “segredos” desse tipo de teatro: muita confusão, tanto com relação às origens quanto com relação a seus desenvolvimentos. Ainda hoje são realizados estudos sobre esse fenômeno cujo auge de desenvolvimento se deu no século XVI; foi retomado pelos maiores diretores teatrais contemporâneos – especialmente os russos – alguns dos quais tiraram daí as bases das teorias sobre as técnicas do movimento corporal. Dizia-se que um dos elementos da  Commedia dell’Arte  – ou  Comedia all’antica improvvisa  italiana – era a improvisação, ou seja, a liberdade, como também a capacidade, de um ator inventar, na hora, seu papel. A  Commedia  não se baseava nas regras do teatro clássico, que previa um texto redigido em sua inteireza; em geral os atores combinavam as falas para cada ocasião, em torno de um tema preestabelecido (roteiro). Muitos dos cômicos mantinham diários em que registravam as falas e os  lazzi  de maior efeito para o público, e os tornavam a utilizar, aperfeiçoando-os; de resto o espetáculo era constituído por um  canovaccio , ou seja, o esqueleto de uma trama no qual, as vezes, também constavam algumas falas. A Flaminio Scala muito deve o progresso obtido pelos estudos de hoje sobre  Commedia dell’Arte , e o progresso da  Commedia  também. Scala foi ator e  capocomico  – precursor do diretor teatral – no século XVII, e foi sobretudo eclético inventor de  canovacci , sobre os quais se desenvolveram espetáculos da  Commedia  a partir do tema que ninguém mais do que aquele que professava o oficio de chefe da companhia podia produzir para as encenações. Sua grande intuição foi a de escrever esses cenários que ele próprio entregou para a impressão pela primeira vez. “O teatro das fábulas representativas” representa o manual daquilo que naquela época era o teatro cômico. Com a  Commedia dell’Arte  também se afirma a profissão de ator. Foi durante a difusão do fenômeno de que falamos que se constituíram as primeiras companhias de cômicos que fizeram da arte de representar uma profissão com a qual se sustentar. As crônicas daqueles tempos falam também de mais um acontecimento importante: o da entrada em cena das mulheres. O teatro fora perseguido pela igreja durante a Idade Média e tachado de ser lugar de perversão e perdição – tanto que quem pertencia àquele mundo era sepultado em solo desconsagrado – impensável portanto que uma mulher pudesse fazer parte daquilo sem ser assimilada às prostitutas. Não é difícil entender, portanto, o quanto isso tornasse difícil a vida dos  capocomici  daquela época, que se viam obrigados a montar cenas românticas com um homem no lugar de uma moça graciosa. Parece que os primeiros rastros de uma mulher em cena remontam a meados do século XVI. Entre as mais afortunadas e famosas estava Isabella Andreini. Desse universo feito de máscaras e  lazzi  nos restam poucos elementos, rastros espalhados no mundo inteiro, particularmente na Europa. Não é de surpreender que um mundo ainda tão misterioso constitua um manancial de estudos para os cultores da matéria, assim como não surpreende que após um sono que durou anos tenha sido retomada nas cenas do século XX por Max Reinardt, Meyerhold, Strehler e outros diretores de teatro contemporâneos. Muito foi dito, muito ainda há a ser dito e esclarecido esperando que um dia o “segredo” da fortuna e do declínio da  Commedia dell’Arte  possa ser totalmente desvelado.   Daniela Bolognetti Crítica de teatro, colaboradora do Piccolo Teatro de Milão.   Roberta Barni  – Italiana radicada no Brasil, é formada em direção teatral pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Da prática teatral foi passando para o seu estudo e acabou se especializando em tradução. É mestre em Língua e Literatura Italiana e doutoranda em Linguística – Tradutologia junto à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Autora de alguns textos teatrais, um dos quais, que data de 1985, é uma reescrita a partir de um  canovaccio

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Sobre Flaminio

Flaminio Scala (27 de setembro de 1552 – 9 de dezembro de 1624), [ 1 ] comumente conhecido pelo seu nome artístico Flavio , [ 2 ] foi um ator de teatro italiano de commedia dell'arte , roteirista, dramaturgo, diretor, produtor, gerente, agente e editor. Considerado uma das figuras mais importantes do teatro renascentista, Scala é lembrado hoje como o autor da primeira coleção publicada de cenários de commedia, Il Teatro delle Favole Rappresentative, [ 3 ] peças cômicas curtas que serviram de inspiração para dramaturgos como Lope de Vega , William Shakespeare , Ben Jonson e Molière .

Detalhes do livro

Título
A Loucura de Isabella
Autor
Flaminio Scala
Editora
Iluminuras
Ano
2000
Páginas
416 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9788573211955
Edição
1ª Edição - 2000
Formato
Brochura

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