Os melhores livros de ficção para quem quer começar a ler
Se você quer entrar no mundo da ficção mas não sabe por onde começar, esta lista é para você. Selecionamos livros envolventes, acessíveis e impossíveis de largar.
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Depois de alguns livros editados, todos técnicos, na área do direito, ousamos trazer o universo jurídico para um romance. Sim, uma obra baseada em uma história jurídica real, que tivemos a honra de patrocinar a defesa, mas que tem a proposta – e esperamos ter alcançado esse propósito – de levar ao leitor a via crucis porque passa um profissional médico ao ser processado e julgado em razão de sua conduta profissional. Mais do que isso, proporcionar ao caro leitor, de maneira romanceada, a vida pessoal por trás do jaleco branco. Em processo judicial, se ganha e se perde, por óbvio. Aliás, alguém irá ganhar e, por conseguinte, a outra parte irá perder. Ou seja, sempre haverá um vitorioso e um derrotado na lide processual, isto é, na ação propriamente dita. Porém, uma coisa é certa: o profissional da saúde perde tempo e paz ao longo de anos de uma demanda no judiciário, mesmo quando sai vencedor. Nosso objetivo foi dar maior leveza a um assunto tão espinhoso, se é que é possível tal tarefa. Exortar a reflexão de todos acerca dos componentes existentes no pré, per e pós demanda judicial é missão importantíssima, principalmente nos tempos atuais, em que vemos a veemência e o radicalismo das pessoas, para não dizer fúria, em muitos casos do chamado “erro médico”. A pretensão não é dizer que não existem falhas. Em todo segmento de atividade humana haverá, certamente, aqui ou acolá, problemas de toda ordem. No entanto, não temos dúvida que há, também, e infelizmente em grande proporção, certa direção à judicialização, em inúmeras situações sem filtro ou análise prévia, pensamento que, no nosso entender, está na contramão do espírito de acolhimento, empatia, mediação e conciliação. O Estado, em suas formas de exteriorização, é instituição que deve proteger constitucionalmente a todos. Nesse diapasão, encontra-se, a toda evidência, o poder- -dever de dispor de meios eficazes para contribuir com a paz social. Os nomes aqui foram substituídos, são fictícios, mas a história, como dito alhures, é real. Esperamos que traga a todos, profissionais da saúde em particular, e sociedade em geral, profunda meditação sobre o papel das nossas instituições e de cada ator – paciente, médico, enfermeiro, hospital, advogado, juiz, promotor de justiça, etc – nessa importante jornada em buscar a dignidade da pessoa humana. Os autores
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Antonio Ferreira Couto Filho Pós-graduado em Responsabilidade Civil pela EMERJ (Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro); advogado há 40 anos; conferencista e assessor jurídico de várias Sociedades Médicas; Presidente da comissão permanente de Biodireito do Instituto dos Advogados Brasileiros e co-autor das obras: “A improcedência do suposto erro médico”, “Responsabilidade Civil Médica e Hospitalar” e “Instituições de Direito Médico” – Professor do MBA em Saúde da UFRJ (Copead).
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