A irmã do Sol, do escritor escocês Andrew Lang e adaptada por Ana Maria Machado, é uma história de encantar. Castelos, florestas perigosas, gigantes, bosques selvagens, galinhas douradas, objetos e animais mágicos misturam-se para criar uma narrativa envolvente. Uma princesa apaixona-se pelo filho do jardineiro do palácio. Sua Majestade, com toda autoridade que lhe diz respeito, cria todos os tipos de obstáculos para impedir que a princesa se case com o jovem plebeu. A princesa, corajosamente, desafia as ordens reais e consegue seu objetivo: casar-se com o humilde rapaz. Na manhã seguinte a princesa disse que tinha pensado no assunto e que, como ela não era súdita do rei, não via motivo para ser sujeita às suas leis. E ela queria se casar naquele dia mesmo. O pai do noivo explicou que não tinha problema ela dizer essas coisas, mas que o caso do seu filho era bem diferente, pois ele pagaria com a própria cabeça se desobedecesse às ordens do rei.
Sobre Andrew
Ana Maria Machado iniciou sua carreira como pintora. Estudou no Museu de Arte Moderna e participou de exposições individuais e coletivas. Estudou Letras, foi professora em colégios e faculdades, e trabalhou em jornais e revistas do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Em janeiro de 1970, saiu do Brasil. Na Europa, trabalhou como jornalista na revista Elle, em Paris, e na rede BBC, em Londres. Tornou-se professora da Universidade Sorbonne. Foi aluna e orientanda do escritor Roland Barthes, tendo apresentado sua tese de doutorado na área de Linguística e Semiologia. O livro Recado do Nome, que trata da obra de João Guimarães Rosa, é resultado dessa tese.
Voltou ao Brasil no fim de 1972, quando começou a trabalhar no Jornal do Brasil e na Rádio JB, onde foi chefe do setor de Radiojornalismo. Em 1978, recebeu o prêmio João de Barro pelo texto História Meio ao Contrário, que depois de editado recebeu o prêmio Jabuti. Abriu a primeira livraria infantojuvenil do país em 1979, a Malasartes, e a gerenciou por 18 anos. Ao mesmo tempo, foi desenvolvendo sua carreira de escritora e prosseguiu no jornalismo.
De tão premiada no Brasil e no exterior, acabou se tornando hors-concours do prêmio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), em 1993, e do prêmio Ibero-Americano de Literatura Infantil, em 2006. Em 2000, recebeu o Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura para crianças. Finalmente, em 2001, a Academia Brasileira de Letras (ABL) lhe concedeu o maior prêmio literário nacional, o Machado de Assis, pelo conjunto de sua obra.