Por que alunos que leem mais vão melhor em todas as matérias
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Mulher, artista, lésbica, possivelmente bipolar ou ciclotímica, oriunda de uma família imigrante conservadora e catapultada da periferia de São Paulo para o estrelato artístico da noite para o dia: que outros ingredientes seriam necessários para fazer de Miriam Batucada a protagonista de uma história complicada? Ah, sim: uma sociedade antiquada e um campo artístico individualista que assistiram impassíveis ao arremate precoce e doloroso dessa história incompleta. Do fim trágico ao começo auspicioso – incluindo seus antes e seus depois –, este livro narra, reflete e se irmana com a trajetória de uma cantora, compositora, ritmista e humorista brilhante da qual a cultura brasileira se eximiu, até agora, de lembrar.
Ricardo Santhiago é historiador e comunicólogo. Nasceu em 1983 no bairro da Mooca, em São Paulo. É mestre e doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-doutorado realizado na Universidade Federal Fluminense (UFF). Desde 2018, é professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). É autor de Solistas dissonantes: História (oral) de cantoras negras (2009) e Alaíde Costa: Faria tudo de novo (2015), entre outras publicações. Tem trabalhos de referência nacional e internacional nas áreas de história oral e história pública, suas especialidades acadêmicas. A história incompleta de Miriam Batucada resulta de um trabalho de pesquisa de cinco anos que originou também o álbum musical Infiel, marginal e artista: As composições de Miriam Batucada, do qual é diretor artístico.
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