Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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O livro A Força da Arte é uma peça teatral inspirada nas circunstâncias criadas pelos confinamentos. Decameron, de Giovanni Boccaccio, é um exemplo de uma obra clássica da literatura, que descreve a história de um grupo de sete jovens mulheres e três rapazes de Florença, que decidem se isolar numa casa no campo, para fugir da peste que acometeu a Europa no século XIV. Para se distraírem, eles contam histórias uns aos outros. Da mesma forma, a obra de Gilberto Schwartsmann descreve o confinamento de três casais da nova elite econômica emergente, numa mansão na Serra, durante a pandemia pela COVID-19. A aparente tranquilidade do grupo é quebrada após a chegada de uma sétima personagem, a qual introduz um elemento de efeito disruptivo no grupo: a força da arte. Dizer mais, seria antecipar os mergulhos de ordem social, política e moral, bem como o bom humor emprestados pelo autor a esta surpreendente obra teatral.
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