Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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É uma afirmação amplamente difundida e aceita, hoje, a de que a vida nas sociedades contemporâneas tornou-se complexa, confusa, fragmentária e difícil de administrar. Como se vive em um mundo como este? Como se educa e como nos educamos neste mundo? Como nos tornamos pessoas nele? Como acontece a educação quando não é possível vislumbrar com clareza uma direção desejável? Quando há múltiplas possibilidades e diversificados (des)caminhos? Esses e outros questionamentos instigaram a produção de um conjunto de artigos que, de 2003 a 2008, compuseram a rubrica “Cultura e pedagogia”, no jornal mensal A Página da Educação, editado na cidade d’O Porto, em Portugal. Neste livro, a maior parte dos textos é republicada em versões revisadas e, algumas vezes, atualizadas, acrescida de outros, escritos especialmente para ampliar a gama de focos dessa discussão.Os artigos contemplam as variadas formas como educamos e somos educados, como nos tornamos sujeitos de certo tipo em meio às pedagogias da cultura de nosso tempo. Eles tratam também de como investimos na construção de nós mesmos, de nossas subjetividades, de nossas vidas, inspirados e enleados em textos culturais — que falam de nós e das coisas do mundo.Cada um dos textos fala de um lugar, aborda alguma questão específica, monta uma perspectiva e apresenta sobre ela uma leitura, uma hipótese ou uma tese. Nenhum desses artigos pretende ser uma “lição”, mas todos podem contribuir para a reflexão sobre a educação na cultura contemporânea da mídia e do consumo. Antes de explicar, gostaríamos de provocar, de instigar. É nesse sentido que, em vez de ser uma proposta, este livro é um convite.
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23 dias
10 páginas por dia
Ritmo constante
12 dias
20 páginas por dia
Ritmo intenso
8 dias
30 páginas por dia
Licenciada em Filosofia, mestre em Educação, doutora em Ciências Humanas - Educação e professora titular em Ensino e Currículo da Faculdade de Educação da UFRGS (aposentada). Realizou estágios de pós-doutorado na Universidade de Lisboa (bolsista Capes), na Universidade Complutense de Madri (bolsista CNPq) e Estágio Sênior na Pädagogische Hochschule de Karlsruhe ? Alemanha (bolsista Capes). É também especialista em Métodos e Técnicas de Ensino com estágio de especialização em Educação Continuada de Professores, na Inglaterra (bolsista do Conselho Britânico). De 1998 a 2018 atuou como docente convidada do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e de 2002 a 2017 foi também professora adjunta da Universidade Luterana do Brasil, atuando no Programa de Mestrado e Doutorado em Educação. Foi bolsista de produtividade do CNPq por 15 anos, tendo concentrado suas pesquisas nos Estudos Culturais em Educação. Por vários anos desenvolveu um programa de pesquisa sobre Cultura e Pedagogia, dentro do qual realizou pesquisas e orientou teses e dissertações tendo como foco as relações entre poder, discurso e política cultural na educação, assim como as conexões entre educação, escola, consumo e cultura contemporânea. Nos últimos anos dedicou-se ao estudo das pedagogias culturais, tendo orientado teses e publicado artigos sobre esse tema. Foi editora associada da revista Educational Action Research e também membro do Comitê Editorial e depois do Conselho Editorial da Revista Brasileira de Educação. Atualmente integra o Conselho Editorial e é consultora de vários periódicos. Desde 2003 é responsável pela rubrica Cultura e Pedagogia do periódico português A Página da Educação.
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