Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Uma gigantesca sesmaria, doada por um nobre português a um cirurgião-barbeiro francês, é alvo de disputa e maldição. Quando um feitor ambicioso desonra o corpo e a história de uma sacerdotisa escravizada, é a terra quem sofre e, com ela, Dona Justa, a rezadeira que é herdeira por direito. Seus poderes lhe diziam que aquela terra estava ligada ao seu destino – dela e de seus descendentes. O sofrimento marcado na terra e cortado pela água não se esvai, só supura como ferida inflamada. Sete gerações ali viveram, cada uma deixando sua marca. A chuva persistente que não penetra a terra árida e sofrida, os recém-nascidos enterrados, a infestação de cobras, o canto fantasmagórico que vem do rio... Como é possível quebrar um feitiço escrito na própria alma de um lugar? Um romance misterioso e sombrio, que viaja entre séculos, gerações e crenças, A cabeça cortada de Dona Justa é um exemplo magistral do realismo fantástico brasileiro. "Já estava na hora da autora do ótimo Sete ossos e uma maldição se aventurar e escrever um livro para assustar os adultos. Rosa Amanda Strausz nos enreda em uma narrativa que perpassa gerações, com muito misticismo e boas surpresas." – Raphael Montes "Rosa Amanda Strausz nos presenteia com uma narrativa vívida, cheia de movimento, humor e um poder sensorial impressionante. Unindo com graça e sabedoria o melhor de dois mundos – a tradicional Europa e a rica e sincrética cultura brasileira –, a autora compõe uma obra espirituosa e envolvente." – Cíntia Moscovich "Rosa Amanda Strausz é uma bruxa que domina as palavras. Entre imaginação e memória não há fronteira fechada. O que acontece cá apavora ou reaviva o lado de lá. Tenha coragem pra atravessar a porteira, porque um fato, por pior que seja, nunca é pior do que o medo que temos dele !" – Maria Valéria Rezende
Rosa Amanda Strausz nasceu em Niterói e vive no Rio de Janeiro. É formada em Jornalismo pela Escola de Comunicação Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Jornalista, escritora e editora, estreou na literatura em 1991 com o livro de contos Mínimo múltiplo comum, editado pela José Olympio, com o qual ganhou o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro na categoria Contos/Crônicas/Novelas. Publicou mais de trinta títulos – entre ensaios biográficos, contos e títulos infantojuvenis – pelas principais editoras do país. Alguns desses títulos foram traduzidos e publicados na França, no Chile e em Portugal. Pela Rocco, lançou Sete ossos e uma maldição.
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