Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Você tem em mãos um ingresso para conhecer o mundo do futebol por ângulos nunca antes imaginados, décadas de vitórias, fracassos e fenômenos que nem mesmo o VAR explica. O trato com a bola é mais do que técnica e talento: é terreno de sonhos e do inexplicável, requer paixão e imaginação. Em “A bomba e outros contos de futebol”, sua estreia na ficção, David Butter dá o seu testemunho do poder desse jogo de vida e morte, em um passeio nas asas-chuteiras de um realismo fantástico inspirado por Jorge Luis Borges e Murilo Rubião. Com os pés no gramado e o olhar nas estrelas, seus personagens correm entre passes mágicos, defesas improváveis e viagens no tempo. Prepare-se para jogadores mutantes, peladas com palhaços e acrobatas mais rápidos que a luz; para fanáticos que, nem depois de mortos, deixam de sofrer e se alegrar por seu time, craques capazes de cobranças sobrenaturais e chutes que abrem portais para outras dimensões. Aqui, boleiros e cartolas, torcedores e comentadores, cambistas e outras criaturas mitológicas do universo da pelota costuram suas vidas e afetos no transe coletivo de pelejas feitas de assombro e fascínio. E, como não poderia deixar de ser, repletas de poesia. Assim é “A bomba” — porque o futebol é assim. Cecilia Giannetti
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