Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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Que o jornalismo mainstream está em crise é fato notório. Contudo, afirmações genéricas como essas corremo risco de virarem um topos repetido mecanicamente, com os seus fundamentos pulverizados e, muitas vezes, ocultos ou esquecidos, além, é claro, de acabar por convidar os envolvidos a negar ou relativizar o fato. Esse 9 e ½ semanas de Falha, do filósofo e professor da UFPE Rodrigo Jungmann é uma peça clara, distinta e precisa – como preza todo pensador de treino analítico como Jungmann – de prova do mau jornalismo do jornalão que gosta de se vender como plural e antídoto contra “fake news”, e isso tudo não sem uma verve que certamente vai marcar pelas sacadas bem-humoradas, como o título já faz o leitor notar. A análise cuidadosa de Jungmann, bravamente escrita e corajosamente publicada pela editora Armada, da produção jornalística da Folha de S. Paulo por 67 dias consecutivos denuncia o viés à esquerda do jornal, dando ao leitor evidência definitiva de que a crise do jornalismo é ainda mais patente e galopante do que se imagina. E agora o ânimo do autor em encarar o prato indigesto por tantas semanas se converte em curiosidade do leitor para conferir e comprovar o diagnóstico! You are fake news!
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