Os melhores livros de ficção para quem quer começar a ler
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Nesta antologia mais do que pessoal, Manuel Bandeira reuniu seus poemas mais representativos, oferecendo aos leitores uma visão íntima de como ele próprio via sua produção. O livro é uma “sinfonia envolvente", composta por obras criadas em diferentes momentos de sua carreira, todas marcadas por uma musicalidade única e uma simplicidade sublime que se tornou marca registrada do poeta pernambucano. Ao longo de sua trajetória, Bandeira dedicou-se a organizar antologias de poemas de autores centrais da literatura em língua portuguesa que são até hoje mencionadas por pesquisadores e leitores em geral. Em 1955, quando já era um autor renomado, o escritor se lançou ao desafiador exercício de selecionar um segmento de sua própria obra poética. Reuniu, assim, este conjunto impactante de versos publicados até aquela data. A nova edição de 50 poemas escolhidos pelo autor não só celebra a maestria de Bandeira em versos livres e líricos, mas também sua habilidade em transformar cenas cotidianas em poesia imortal. Para os leitores, especialmente os que ainda não conhecem a obra completa do "habitante de Pasárgada", este livro é uma oportunidade única de explorar as criações de um poeta que soube captar, com profundidade e sensibilidade, a essência da experiência humana.
Nascido no Recife em 19 de abril de 1886, Manuel Bandeira é considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa, tendo se destacado também como cronista, professor, tradutor, ensaísta, crítico de literatura e de artes plásticas. Estreou em 1917, com A Cinza das Horas, que foi seguido por dezenas de outros livros essenciais da poesia brasileira, como Libertinagem, Estrela da Manhã e Estrela da Tarde. Bandeira residiu a maior parte de sua vida no Rio de Janeiro. Amigo de vários dos participantes da Semana de Arte Moderna de 1922, principalmente de Mário de Andrade e Ribeiro Couto, manteve uma volumosa troca de correspondências, como se nota em seu livro Itinerário de Pasárgada. Em 1940, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), instituição que atualmente preserva a sua biblioteca pessoal. Documentos como cartas e fotos encontram-se sob a guarda do Arquivo-Museu de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa (AMLB). O poeta faleceu no Rio de Janeiro em 13 de outubro de 1968.
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