Autor
Vladímir Zazúbrin é o pseudônimo de Vladímir Yákovlevich Zubtzov, nascido em Penza, na região central da Rússia, filho de um ferroviário que se engajou na Revolução de 1905 e por isso foi deportado internamente. O futuro escritor aderiu à facção bolchevique ainda adolescente e, durante a Revolução de 1917, infiltrou-se na Okhrana, a polícia secreta czarista. Aos 17 anos escreveu sua primeira novela. Com a vitória da revolução, assumiu um cargo num banco estatal. Em seguida, aparentemente forçado, juntou-se às forças antirrevolucionárias e, em 1919, desertou e voltou a se associar aos bolcheviques. Problemas de saúde o afastaram da luta, e Zazúbrin passou a se dedicar à carreira literária. O primeiro romance, “Dois mundos” (1921), sobre a Guerra Civil, foi elogiado pelo escritor de maior reconhecimento oficial, Máksim Górki, e por Lênin. Zazúbrin ganhava prestígio quando, aos 28 anos, escreveu “Lasca”, rejeitado pela própria revista em que trabalhava. Nenhuma editora se interessou em publicá-lo. Zazúbrin ainda escreveu vários livros que suscitaram acusações de serem contrarrevolucionários, até ser expulso do Partido Comunista. A morte de Górki, em 1936, privou o escritor de seu último defensor de peso, e ele foi executado no ano seguinte. Apesar da contundência, acredita-se que “Lasca” foi escrito não com fervor anticomunista, mas com a intenção de denunciar mazelas que o regime poderia extirpar.
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