Autor
Nascida em Porto Alegre a 25 de novembro de 1853, Maria Benedita Bormann era filha de um funcionário público do Brasil imperial e descendente de nobres da região de Pelotas (RS). Aos dez anos, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, então capital, onde recebeu fina educação, incluindo idiomas estrangeiros, pintura e música. Escreveu crônicas e folhetins para periódicos de prestígio, como a arrojada Gazeta de Notícias e a subversiva Gazeta da Tarde, além de O País e O Cruzeiro. Mesmo com as reservas próprias da cultura de sua época, tratava de temáticas consideradas temerárias, como educação e emancipação da mulher, divórcio e críticas à suposta supremacia masculina. Assinando com o pseudônimo “Délia”, Bormann teve quatro romances e dois livros de contos publicados em vida. Foi casada com o militar e político José Bernardino Bormann, homem igualmente culto, e faleceu em 1895, no Rio.
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