Autor
Frederick Douglass (1818-1895) nasceu escravizado numa fazenda em Maryland, com o nome de Frederick Augustus Washington Bailey. Como era comum, foi separado ainda muito pequeno de sua mãe, passando aos cuidados da avó. O futuro escritor passou por mais de uma plantation, disputando comida e abrigo com outras crianças. Numa das passagens de suas memórias, a senhora da fazenda começou a alfabetizá-lo. Quando soube o que a esposa estava fazendo, o senhor da fazenda a proibiu de continuar, dizendo que, aos escravizados, “quando se dá a mão, querem o braço”. Douglass, no entanto continuou a se alfabetizar como autodidata. De fazenda em fazenda, às vezes sendo alugado para outros “proprietários”, Douglass experimentou uma série de crueldades, que culminaram com uma fuga seguida de prisão. Mais tarde, em Baltimore, começou a trabalhar em navios, transferindo parte de seu pagamento para um senhor de escravos. Douglass se envolveu com a comunidade negra da cidade, estreitando relações com Anna Murray, uma mulher negra nascida livre. A relativa liberdade terminou quando ele se recusou a continuar pagando parte de seus proventos e, fuga após fuga, sempre com a ajuda de Anna, chegou a Nova York, onde pôde, por brechas legais, livrar-se da condição de cativo. Em Nova York tomou contato com o abolicionista negro David Ruggles, que lhe garantiu proteção. Em pouco tempo casou-se com Anna, com quem teria cinco filhos. Por recomendação de Ruggles, Douglass mudou-se para New Bedford, Massachusetts, onde exerceu várias profissões, recebendo salário pela primeira vez como um homem livre. Por haver muita gente na cidade com o sobrenome Johnson, ele adotou Douglass. Em New Bedford, conheceu o movimento abolicionista e, aos 23 anos, iniciou sua carreira de orador, que o levou a viajar pelo país inteiro. Sua primeira autobiografia, com a qual inaugurou a carreira de escritor, foi publicada em 1845. A segunda, em 1855. Os livros provocaram grande repercussão, especialmente na Europa, mas levaram um de seus ex-senhores a decretar sua volta à escravidão. Douglass viajou para o Reino Unido, onde duas apoiadoras compraram sua liberdade. Douglass passou a advogar a ideia de que a Constituição americana era o melhor instrumento para a abolição, o que o levou a participar da política institucional, culminando com sua colaboração com Lincoln. Ao fim da Guerra Civil, o Ato de Emancipação libertou milhares de escravos. Douglass morreu em Cedar Hill aos 76 anos. Sua segunda mulher, Helen Pitts Douglass, criou o Memorial e Associação Histórica Frederick Douglass para preservar seu legado.
17 títulos encontrados

Narrativa da Vida de Frederick Douglass - Vol. 6
2026

Madison Washington
2026

Narrativa da Vida de Frederick Douglass, um Escravo Americano
2026

A Vida e a éPoca de Frederick Douglass Escritas por Ele Mesmo - Coleção Acervo - Vol. 16
2026

A Vida e a éPoca de Frederick Douglass Escritas por Ele Mesmo
2026

Relato da Vida de Frederick Douglass
2026

Narrativa da Vida de Frederick Douglass
2026

A Jornada de um Escravo Fugitivo
2026

Frederick Douglass: Autobiografia de um Escravo (Apresentação Silvio Almeida)
2026

My Bondage And My Freedom - Oxford World'S Classics
2026

Life And Times Of Frederick Douglass - Oxford World'S Classics
2026

The Heroic Slave - Dover Thrift Editions
2026

Great Speeches By Frederick Douglass - Dover Thrift Editions
2026

Narrative Of The Life Of Frederick Douglass, An American Slave
2026

Narrative Of The Life Of Frederick Douglass - An American Slave - Oxford World'S Classics
2026

Frederick Douglass On Slavery And The Civil War: Selections From His Writings
2026

Narrative Of The Life Of Frederick Douglass - Dover Thrift Editions
2026
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