Sobre Coletivo
Coletivo Legítima Defesa é um grupo de artistas, atores e atrizes, djs e músicos, de ação poética, portanto política, com foco na reflexão e representação da negritude, seus desdobramentos sóciohistóricos e seus reflexos na construção da persona negra no âmbito das linguagens artísticas, constituindo, assim, um diálogo com outras vozes poéticas que tenham a negritude como tema e pesquisa.
Formado em 2015, o coletivo Legítima Defesa apresentou a performance poético-política Em Legítima Defesa na Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (mit–sp) de 2016. Em 2017, estreou na mesma mostra o espetáculo A missão em fragmentos: 12 cenas de descolonização em Legítima Defesa. Tem em sua bagagem uma série de intervenções urbanas, como Racismo é golpe? e Um rosto à procura de um nome. Em 2019, estreou o espetáculo Black Brecht – E se Brecht fosse negro?, projeto contemplado pelo Prêmio Zé Renato e considerado pelo Guia da Folha como um dos mais relevantes do ano.
O coletivo vem provocando diversas imersões poéticas em lugares onde a presença negra é praticamente inexistente, tais como Masp, Pinacoteca de São Paulo e Bienal de São Paulo, entre outros. Entre as diversas parcerias, destaca-se a colaboração com o músico e performer sul-africano Neo Muyanga, com quem realizou os espetáculos A missão em fragmentos: 12 cenas de descolonização em Legítima Defesa e Black Brecht — E se Brecht fosse negro?, além das performances A Maze in Grace e A Grace Note para a 34?ª Bienal de São Paulo, em 2020 e 2021, respectivamente, ambas com a direção de Neo Muyanga.
Em 2022 o coletivo estreou o espetáculo Améfrica em 3 atos e em 2023, realizou o filme Dançando na chuva, em parceria com artista plástico Jaime Lauriano.
Os atos de guerrilha estética surgem da impossibilidade, surgem da restrição, surgem da necessidade de defender a existência, a vida e a poética. Surgem do ato de ter voz. Ser invisibilizado é desaparecer, desaparecer é perder o passado e interditar o futuro, portanto, não é uma opção.