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Autor

Binyavanga Wainaina

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Sobre Binyavanga

Leitor de livros e lugares, palavras e pessoas, Binyavanga estrutura seu mundo através da linguagem. Sempre na margem e olhando para dentro, teve dificuldade para se encaixar nos padrões estipulados da sociedade. Estudou Economia na África do Sul, mas desistiu do curso, lendo vorazmente e fazendo trabalhos temporários até perceber que sua vocação era, de fato, a escrita. Seu texto “Discovering home”, sobre uma viagem com a família para Uganda, ganhou o “Caine Prize for African Writing”, em 2002, importante prêmio que reconhece o talento e a promessa de autores africanos de língua inglesa. Em 2008, o ensaio “How to write about Africa”, uma sátira sobre as armadilhas nas quais autores caem ao escrever sobre o continente africano, ganhou reconhecimento mundial. One day I will write about this place, seu livro de memórias, foi publicado em 2011, cimentando a carreira do queniano como escritor. Em janeiro de 2014, após uma série de leis anti-homossexualidade terem sido aprovadas na África, Binyavanga escreveu o texto “I am a homosexual, Mum”, no qual reinventa os eventos da morte da mãe, imaginando como teria sido lhe contar que é um homem gay. O texto, nomeado pelo autor como um “capítulo perdido” de suas memórias publicadas em 2011, saiu inicialmente no site Africa is a country, e posteriormente foi publicado também no The Guardian e outros veículos da grande imprensa. No mesmo ano, Binyavanga foi eleito uma das 100 pessoas mais influentes do ano pela revista TIME, devido à sua coragem em se assumir como um africano gay, residente do Quênia, onde “atos sexuais entre homens” são considerados ofensas criminais. Sua amiga de longa data Chimamanda Ngozi Adichie escreveu o perfil publicado na revista. Em 1º de dezembro de 2016, Dia Mundial de Combate à AIDS, o autor assumiu, em seu perfil do Twitter, que é HIV positivo e vive muito bem. Binyavanga Wainaina é um defensor incansável da África, do poder do continente africano a partir de suas raízes e seu povo. O autor se considera pan-africano, e não acredita nas divisões imaginadas impostas pelos colonizadores: a África, para ele, é um país. Em 2003, junto com outros escritores e artistas, criou o projeto/site Kwani?, que encontra patrocínios para publicar e divulgar as vozes de artistas africanos que não recebem espaço em premiações e na mídia mundial. Além disso, fala abertamente sobre questões referentes à realidade LGBTQ+ na África e como ela difere significativamente da realidade enfrentada por indivíduos LGBTQ+ em países ocidentais. Em seus dois TED Talks, “The reality constructed by stories” e “Conversations with Baba”, Binyavanga fala exatamente dessas questões.

Livros de Binyavanga

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